Meu pequeno país

Sinopse: Burundi, 1992. Gabriel, 10 anos, mora com o pai francês, um empresário, a mãe ruandesa e a irmã caçula, Ana, em um bairro nobre de Bujumbura, onde a maior parte dos moradores são membros de uma comunidade de estrangeiros. Gabriel passa a maior parte do tempo com os amigos e companheiros de aventuras, uma alegre brigada que se ocupa do roubo de mangas dos vizinhos e organiza um comércio clandestino de cigarros Supermatch. Mas essa existência despreocupada é prematura e brutalmente interrompida pela História. Primeiro, Gabriel assiste, impotente, à separação de seus pais; depois, ao início da guerra civil, seguida pela tragédia do genocídio ruandês. Gabriel, que sempre se via apenas como uma criança qualquer, começa a se descobrir mestiço, tútsi, francês. Com uma leveza e uma elegância raras, Gaël Faye consegue evocar os tormentos e as inquietações de um menino preso no mecanismo inexorável da História, tentando lidar com eventos que o obrigam a amadurecer mais cedo do que o previsto. São sensações que o autor conhece pessoalmente, o que torna este primeiro romance — repleto de momentos trágicos e de humor, de luzes e sombras — ainda mais excepcional


Título: Meu pequeno país
Autor: Gaël Faye
Ano: 2019
Editora: Rádio Londres
Número de páginas: 190
Compre: AmazonTravessa


Crítica:
     Olá pessoal, hoje eu vim conversar com você sobre o primeiro livro que li do Clube da Rádio Londres e só posso dizer que foi um excelente começo.
      O livro se passa na África, mais especificamente no país Burundi, que faz divisa com Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo, e está entre os países mais pobres do mundo, em 2013 foi classificado com décimo menor IDH. Bujumbura é a cidade mais populosa.
     Para inserir vocês um pouquinho na narrativa vou fazer uma breve contextualização da história desse país. Em 1885  ocorre a Conferência de Berlim, nela o Burundi fica entregue a Alemanha, em 1906 a chegada dos colonos agrava a rivalidade entre a maioria hutu e a minoria tutsi.
     As diferença entre tutsis e hutus era mínima e foi criada pelos multiculturalistas belgas em uma tentativa de exercer melhor controle sobre a região através de um sistema de castas sociais. Os tutsis ganham então status de elite e ganham acesso exclusivo a educação.
     Após a 1ª Guerra, Burundi é unificada a Ruanda e ficam sob tutela da Bélgica, que mantém os privilégios tutsis. Em 1946 o país passa para tutela da Bélgica e só em 1962 ele consegue sua independência, porém sob uma monarquia tutsi.
   Em 1965 uma rebelião hutu é esmagada, e em 1966 ocorre um golpe de estado. As décadas seguintes são marcadas por uma sucessão de golpes de estado, intrigas entre os tutsis e perseguição aos hutus, milhões de mortes ocorrem nessa época.
Frodebu. Uprona. Eram esses os nomes dos dois grandes partidos políticos que disputavam as eleições presidenciais de 1º de junho de 1993, depois de trinta anos de um reinado sem interrupção do Uprona. Só escutávamos essas duas palavras o dia inteiro. No rádio, na televisão, na boca dos adultos. Como papai não queria que nos metêssemos em política, eu escutava quando discutiam o assunto em outros lugares.

    Em 1993, oficiais tutsis fuzilam o primeiro presidente eleito democraticamente, os hutus reagem e se inicia a guerra civil que dura até hoje. Em 1994 ocorre um massacre em Ruanda com mais de 800 mil mortes em apenas 100 dias de guerra e onde 70% da população tutsi foi dizimada em resposta ao assassinato do presidente.
    E é no meio dessa confusão que conhecemos Gabriel, o narrador personagem do livro do rapper e escritor Gael Faye. O autor nos coloca no meio dessa guerra civil e do genocídio de Ruanda, vendo tudo acontecer pelos olhos de um menino de 10 anos de idade. E mesmo sem conseguir entender muito bem o que acontecia, pois sua família não queria que nem ele, nem sua irmã perdessem a infância pelas mazelas da guerra, conseguimos viver e entender um pouquinho o que aquele povo estava enfrentando.

Os homens dessa região eram parecidos com esta terra. Sob a calma aparente, por trás da fachada de sorrisos e grandes discursos de otimismo, as forças subterrâneas ocultas, trabalhavam continuamente, fomentando projetos de violência e de destruição que retornavam em períodos sucessivos como os ventos ruins: 1965, 1972, 1988. Um aspecto lúgubre se apresentava-se em períodos regulares para lembrar aos homens que a paz não passa de um breve intervalo entre duas guerras. Essa lava venenosa, esse espesso fluxo de sangue, estava de novo prestes a subir à superfície. Ainda não sabíamos, mas a hora da guerra tinha acabado de soar e a noite soltaria sua horda de hienas e canídeos.

     E é quando a guerra chega a sua rua e atinge em cheio a sua família que ele finalmente compreende o que estava acontecendo. Gaby vê, então, todos os que ama começarem a sofrer as consequências dessa guerra civil e se depara com uma grande dúvida: tomar ou não o partido de algum lado dessa guerra?

Quando deixamos um lugar, temos tempo de nos despedir das pessoas, das coisas e dos lugares que um dia amamos. Eu não deixei o país; eu fugi dele. Deixei a porta escancarada e parti, sem olhar para trás. Só me recordo da mãozinha de Papai acenando da varanda do aeroporto de Bujumbura.

     Só posso dizer que esse é um livro mega recomendado e uma das melhores leituras desse ano. Um livro que nos coloca dentro da realidade de um país que não é muito conhecido por nós brasileiros, mas que precisa de muita atenção do mundo todo.
     Esse para mim foi um livro 5 estrelas e favorito da vida. Se você já leu me conta aqui o que você achou... fico curiosa para saber sua opinião.
     Beijos e até a próxima resenha...


     

Vox

Sinopse: Uma distopia atual, próxima dos dias de hoje, sobre empoderamento e luta feminina.
O SILÊNCIO PODE SER ENSURDECEDOR #100PALAVRAS
O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.
Esse é só o começo...
Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.
...mas não é o fim.
Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.

Título: Vox
Autor: Christina Dalcher
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 320
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Crítica: Faz tempo que não leio um livro em um dia,0 viu Marujos, e hoje apesar de ser audiobook, não consegui me desgarrar de Vox. A facilidade de poder ouvir o livro enquanto realizava as tarefas mais básicas fez com que a leitura não fosse interrompida hora nenhuma e assim comecei e finalizei hoje.

Mas não pense que por ser audiobook faço isso com todos os livros, não, foi primeira vez. Vox é diferente, cada capítulo te faz querer ler mais e mais, você só fica saciado quando termina.

De início achei que tinha um q de “o conto de aia”, afinal fala da submissão das mulheres e de não terem suas vozes ativas, como foram deixando de trabalhar e como sempre a bancada religiosa a frente exercendo poder, até ai tudo bem parecido, mas com alguns pontos bem diferentes.

Em Vox as mulheres só podem pronunciar 100 palavras por dia, se fosse eu já teria enlouquecido, nesse caso a mulher é submissa ao homem, mas no sentido de voltar a ser do lar, obedecer e cuidar. E não apenas reproduzir como vemos no outro e outro ponto que diferencia mais ainda é o rumo que a história toma.

Em Vox Jean é Doutora em neurolinguística e apesar de ser mulher eles vão precisar do trabalho dela, e a partir daí conhecemos um pouco do seu passado, do seu presente e principalmente dos seus sentimentos. Temos um triângulo amoroso e em um certo momento, acabei indecisa, querendo que ela ficasse com os dois, não dá para decidir.

O que diferencia Vox das outras distopias em si é que tem um final, uma resolução para a situação, o que eu digo graças a Deus, porque já estava chato ter que ler um milhão de livros pra sociedades continuam na merda em que estavam e nada de se resolver, ou quando se resolve é uma bagunça imensa que ninguém entende mais nada. Vox apresenta, desenvolve, resolve e finaliza. UFA.

Sério, precisava de uma distopia com um fim.

Então chegamos a mais um livro pra lista do super recomendo.

Bjus, até a próxima.


O Lado Obscuro

Sinopse: Considerada a obra mais visceral de Tarryn Fisher, você entenderá porque leitores de vários países o elegeram como um dos livros mais especiais de suas vidas.Quando a escritora Senna Richards acorda na manhã de seu aniversário, ela não está em seu quarto. Raptada e trancada numa casa em meio a uma tempestade de neve, ela precisa decifrar as pistas ligadas ao seu passado para conseguir fugir. Forjada pela dor, moldada pelo abandono, Senna se tornou uma mulher que destrói antes de ser destruída...Apenas uma pessoa conseguiu atravessar suas barreiras e conquistar sua confiança, mas isso aconteceu há muitos anos...“Isaac era um estranho, mas foi capaz de enxergar minhas feridas mais do que qualquer outra pessoa.”O cirurgião Isaac encontrou Senna em um momento de caos e vulnerabilidade, depois de um furacão que lançava cinzas sobre suas feridas. Ele a ajudou quando ninguém mais pôde, mas agora, tudo está diferente. Depois de tanto tempo distantes um do outro, os dois estão presos na mesma cabana, e podem ser consumidos por recordações que esperavam esquecer. Além do perigo que os cerca, a escassez de comida e água, e os jogos perigosos do raptor, um sentimento antigo começa a despertar, ameaçando romper novamente as defesas de Senna, o que pode ser fatal.


Título: O Lado Obscuro
Autor: Tarryn Fisher
Ano: 2019
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 288
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Crítica: Fala Marujos, teremos hoje um livro que se não foi o melhor do ano não imagino o que me aguarda! O mesmo foi cedido em parceria com a Faro Editorial e falaremos do “O Lado Obscuro”.

Um livro carregado de emoções, uma personagem complexa e impossível de não se amar. Senna me ganhou e me dilacerou da mesma forma que faz com todos a sua volta.

Nossa querida mulher invernal, se encontra em uma casa no meio do nada, rodeada de neve e junto com seu “médico”, sem saber o motivo de ambos terem sido raptados, procuram uma saída, mas não apenas da casa, mas também de suas vidas obscuras.

Mostra o amor ao lado da dor, quando conhecemos Senna sentimos sua dor dentro de nós, a vida não foi boa com ela, e além de todas as suas dores agora conhecemos o amor. Será que Isaac (seu médico) e Senna sairão dessa? Algumas vezes chegamos a pensar que não, e não vá esperando um final clichê, você vai se machucar.

Ao terminar a leitura não tiver palavras para descrever o que senti, não chorei, e agora defino que fiquei em Estado de Choque. Ainda não sai do transe que entrei ao terminar a leitura. Por esse motivo não imagino ninguém rejeitando este livro.

Realmente espero que leiam, mas saibam que terão que ter em mãos fita e cola, pois vão precisar colar os cacos. Eu não super recomendo como sempre faço, é mais que isso, eu quero esfregar o livro na sua cara e manda você ler.

EU PRECISO QUE VOCÊ LEIA!!!!!!!!!!!!

Eu preciso conversar sobre ele, mas acho que peguei todos os trejeitos de Senna, não sei por onde começar a falar, não sei por onde iniciar, então não falo, e deixo passar.

Bjus, até a próxima.


E se...

Sinopse: Logan Moore tem todos os direitos quando reclama de sua vida. Ele foi baleado em um beco escuro e mandado para um reformatório injustamente. Tudo o que ele quer é cumprir seu tempo naquela mini prisão e, então, sair e viver sua vida normalmente. No entanto, Olivia chega para mudar todos os cursos de sua vida, fazendo Logan se apaixonar da pior maneira possível. O que Logan não sabia era que o destino lhe dera uma chance de consertar seus erros e os erros das pessoas que ama. Em um segundo, ele se vê preso a uma pergunta insistente: Acreditar ou não acreditar quando seu pai diz que há uma maneira de viajar no tempo e evitar que uma grande tragédia aconteça mais para frente? Logan, desacreditado, no entanto, decide enfrentar as barreiras do espaço-tempo e descobre que essa escolha talvez tenha sido a pior de sua vida. Problemas que traumatizam Olivia, mortes e até amizades desfeitas são algumas das causas pelas quais Logan está disposto a arriscar sua vida e... Seu tempo.”





Título: E se...
Autor: Giovanna Vaccario
Ano: 2015
Editora: Editora Coerência
Número de páginas: 320

Crítica: Fala Marujos, tudo bom com vocês?? Hoje vamos falar de um livro que foi complicado para realizar a leitura, fiquei muito tempo com ele na bolsa, levando de um lado para o outro, e simplesmente eu não lia. E não vou dizer que a história não prende, pois prende sim, quando eu pegava pra ler, o livro fluía, o problema foi pegar para ler.

Infelizmente demorei mais tempo que gostaria para finalizar, o livro é pequeno, e entre as dificuldades entrou a adaptação no emprego novo, provas e mais provas que tive que estudar, falta de tempo e cansaço. Mas até que enfim terminei e vamos lá a resenha.

O livro é o “E se...” da editora Coerência, e foi cedido pela mesma para a resenha.

Bom, temos a história de Logan, e no inicio tudo acontece muito rápido, ao ponto de me incomodar, mas acaba que percebemos o porquê disso mais adiante no livro. O livro trata do que se pode acontecer quando a pessoa tem o poder de voltar no tempo e mudar as situações, podendo assim elas melhorarem ou piorarem.

A ideia foi maravilhosa, mas não funcionou para mim, infelizmente a forma como as viagem no tempo ocorrem não me cativou, e acabou que amei mais a parte em que elas não ocorrem. Mas não me impediu que a leitura fosse produtiva.

A escrita da Giovanna é maravilhosa, e tenho certeza que talvez lendo outro livro dela, sem essa temática eu iria me encantar mais, foi um livro fluido, leve e quando pegava pra ler eram no mínimo 50 páginas direto. Acredito que o problema não foi o livro em si, mas a forma como a temática foi abordada, mas para mim, pois conheço várias pessoas que simplesmente amaram.

Bom quando chegamos ao final, a situação voltou novamente a me incomodar, mas apesar de tudo, o final é maravilhoso, surpreendente e emocionante. Realmente me surpreendi e chegou a mudar um pouco minha opinião sobre o livro.

Quanto a obra, as edições da editora Coerência nunca deixam a desejar, são maravilhosas e com essa não poderia ser diferente. E quanto aos personagens, achei o pai do Logan extremamente caricato, o que deixou tudo bem mais divertido, ele parecia um mestre dos magos, que só dava o ar da graça pra dar alguma lição de moral.

O livro é cheio de lições e acaba conquistando o seu leitor com cada detalhe, pena que a viagem no tempo não funcionou pra mim. Espero poder ler outro livro da autora futuramente e amar. Mas acredito que todos que queiram ler, irão sim gostar muito, então leiam e tirem suas próprias conclusões.

Bjus, até a próxima.


Polícia

Sinopse: "A polícia de Oslo precisa desesperadamente de Harry Hole. Mas, dessa vez, talvez ela não possa contar com seu detetive mais brilhante.... Ao longo dos anos, o inspetor Harry Hole esteve envolvido nos principais casos de assassinato em Oslo e salvou a vida de muitas pessoas. Mas, quando um assassino brutal ataca os policiais da cidade e seus colegas são expostos ao perigo, Harry não se encontra em posição de proteger ninguém – muito menos a si mesmo. Um investigador aposentado é assassinado de modo brutal em um bosque nos arredores da cidade; um detetive é morto com requintes de crueldade. Ambos são encontrados nos locais dos crimes que não foram capazes de solucionar. E o assassino não para por aí. Funcionando como uma força-tarefa, os amigos de Harry na polícia entram em ação. Apesar da falta de pistas, eles contam com uma ajuda inesperada para deter o assassino antes que seus colegas sejam as próximas vítimas."



Título: Polícia
Autor: Jo Nesbo
Ano: 2017
Editora: Record
Número de páginas: 546
Data da primeira publicação: 2013
Compre: TravessaAmazonSaraiva


Crítica:

    Olá gente linda, como estão vocês? Hoje estou aqui para fazer a resenha do segundo livro que leio desse autor, o primeiro foi Boneco de Neve e após pular alguns da sequência, o que não recomendo muito, amei mais uma vez essa escrita em montanha russa que o autor nos faz encarar.
     Para vocês não se perderem segue aqui embaixo a ordem cronológica dos livros, porque a editora deu uma bagunçada na ordem de lançamento: 

O Morcego (1997),  Baratas (1998), Garganta Vermelha (2000), A casa da dor (2000), A estrela do diabo (2003), O redentor (2005), Boneco de Neve (2007 - adaptado para o cinema em 2017), O leopardo (2009), O fantasma (2011), Polícia (2013) e A sede (2017)

     No início da leitura desse livro nós apenas sabemos que o detetive Harry Hole não está trabalhando mais como investigador da polícia, mas como não li o livro anterior eu não sabia exatamente o que havia acontecido com ele, então parei a leitura e fui atrás de alguns spoilers para poder entender, então se você se incomoda com spoilers não continue lendo essa resenha, pois ela vai acabar entregando alguns detalhes da vida dos personagens, porém isso não atrapalha em nada a investigação policial que se segue.
     Nesse livro nós nos deparamos com assassinatos de policiais, mais especificamente  com assassinatos de policias que foram mortos em locais de casos não solucionados anteriormente, onde eles participaram da investigação. Sendo assim, qualquer policial pode ser o próximo alvo. Inicia-se então uma investigação onde toda a força policial de Oslo está dedicada para achar o culpado que está sendo chamado pela mídia de o assassino de policiais.

“O Universo é sombrio. Nascemos maus. O mau é o ponto de partida, o natural. Aí, de vez em quando, surge uma luzinha bem pequena no fim do túnel. Mas ela é apenas temporária, temos que voltar à escuridão.”

     O livro é narrado sobre a visão dos diversos personagens o que nos aproxima cada vez mais de todos eles, pois começamos a conhecer seus problemas pessoais e como eles se empenham de coração para resolver cada investigação que participam. E então, justamente no momento que estamos mais conectados a eles, Jo Nesbo vai lá e pisa nos nossos corações e nos incentiva cada vez mais a odiar esse assassino, porém, não posso contar muito mais se não vou tirar a graça da leitura de vocês. 
     Após tudo sair do controle, é criado uma equipe secreta com os melhores investigadores, e lógico vocês já imaginam que eles vão fazer de tudo para o Harry voltar e auxiliar nessa investigação que está pondo um alvo na cabeça de vários amigos dele. Com o passar da leitura descobrimos que Harry abandonou a polícia e está se dedicando a dar aulas e ser feliz junto com a namorada Rakel, pois sempre que ele se metia em encrenca ela sofria demais, quando não era puxada junto nos turbilhoes de confusões que ele sempre se metia.

“Talvez não seja importante ou relevante, mas tudo significa alguma coisa. E a gente começa a procurar onde há luz, onde se vê alguma coisa.”

     Cada capitulo que passava ficava confusa juntamente com a equipe de investigação e tentei desvendar juntamente com eles esse mistério, porém o que posso dizer é que mais uma vez fui pega de surpresa, pois passei o livro inteiro desconfiando das pessoas erradas. E se preparem que quando essa leitura terminar vocês vão ficar desesperados pelo próximo assim como eu, mas até lá já coloquei no meu carrinho de compras os outros livros da série.
     Espero que vocês tenham gostado da resenha, eu realmente amei essa leitura e como vocês já sabem, resenhar livros de literatura policial é sempre muito difícil, pois qualquer coisinha que seja revelada a mais pode estragar a leitura para vocês. 
     Beijos e até a próxima.




Não Confie em Ninguém

Sinopse: “O melhor livro de Charlie Donlea - até agora. O destino de Grace Sebold toma um rumo inesperado durante uma tranquila viagem com o namorado. O rapaz é assassinado... e ela é condenada pelo crime. Depois de dez anos na prisão, surge a chance de Grace provar sua inocência ao conhecer a cineasta Sidney. Em um documentário que exibe as falhas do processo, a cineasta questiona se a condenação foi fruto de incompetência policial ou se a jovem foi vítima de uma conspiração. Antes do término das filmagens, o clamor popular leva o caso ser reaberto, mas um novo fato provoca uma reviravolta: Sidney recebe uma carta anônima afirmando que ela está sendo enganada pela assassina. A cineasta começa a investigar o passado de Grace e quanto mais se aprofunda na história, mais dúvidas aparecem. No entanto, agora, o que está em jogo não é apenas a repentina fama e carreira, mas sua própria vida.”






Título: Não Confie em Ninguém
Autor: Charlie Donlea
Ano: 2018
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 352
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Crítica: Fala Marujos, infelizmente hoje a resenha não será tão agradável. Discordando da sinopse como o pior livro do Charlie Donlea, Não Confie Em Ninguém só me conquistou com um personagem, e os detalhes não me convenceram.

A proposta é até interessante, Sidney, uma cinegrafista que produz documentários sobre crimes e consegue provar que o acusado foi preso injustamente, resolve fazer com nossa garota da vez “A garota de Sugar Beach”, Grace Sebold.

O que torna obvio é que sabemos que não foi ela que matou Julian Crist, namorado preste a pedi-la em casamento, pois se fosse ela, não haveria livro. E vamos acompanhando o desenvolvimento do caso junto com Sidney, um detalhe é que os expectadores da série ficam sabendo das novidades quase ao mesmo tempo que nós ficamos sabendo.

Até ai tudo interessante, mas então, Charlie começa a embromar a história, quase nenhum detalhe se revela em páginas maçantes, quando essas revelações acontecem você já passou cenas e mais cenas chatas com uma personagem nada cativante, ou seja o livro poderia ser BEM menor.

Sidney é uma personagem sem sal, infelizmente ao contrário da Dr Cutty do livro anterior, aliás Lívia Cutty dá o ar da graça em algumas cenas, o que achei que foi bem pouco, porque adoro essa mulher. Os capítulos se desenvolvem com Sidney correndo atrás de informações e muitas vezes em seu escritório ou em salas de reunião.

E aí temos um problema sério, Charlie acrescente adendos de um tal de Luke, que trabalha na mesma emissora de Sidney e eles ficam numa briguinha de ego CHATA, enfadonha e sem necessidade.

No meio dessa história, temos alguns capítulos nada haver que só entendemos depois de um tal de Gus, e por incrível que pareça, era a parte mais interessante para mim, sério, amo esse cara. E assim chegamos ao fim, onde Gus tem uma revelação para Sidney, e aí vem a famosa reviravolta.

Bom, não vou contar o fim, nem o porquê de tudo, mas vou contar minhas impressões, Charlie tenta encaixar um fim para não ser obvio e força completamente a barra, e pra mim forçou muito, eu queria falar, mas vou dar muito spoiller.

Então simplesmente não me convenceu, INFELIZMENTE, porque amo o Charlie com todas as forças, e sim vou ler os outros deles. O fim é deixado em aberto, e leria sim a continuação, ainda mais que deve ser com o Gus.

Mas sempre deixo aqui, leia o livro, tire suas próprias conclusões, ele não foi bom pra mim, mas pode ser bom para você.

Bjus até a próxima.


Uma Ilha no Atlântico

Sinopse: “Para a arquiteta Mariana Fragoso, uma das maiores certezas de sua vida é que morrerá solteira. Ela acredita que o amor pertence somente ao mundo da fantasia, e quando se trata de assuntos do coração, se protege com uma blindagem extraforte. Até embarcar em uma aventura inesperada. Sob a responsabilidade de chefiar a construção de um imóvel, Mariana é enviada para Maris, uma ilha do outro lado do Oceano Atlântico. Entretanto, logo após conhecer Théo Santiago, o misterioso proprietário do terreno no qual vai trabalhar, ela se vê cercada por uma esfera eletrizante, um tipo de força que sempre a leva em direção a ele. E é aí que tudo começa a dar errado! 
Decidida a evitar seu novo cliente – e as sensações que ele lhe provoca quando está por perto –, Mariana planeja terminar seu trabalho o mais rápido possível. Mas o destino parece ter outros planos... Ao longo de sua estadia nessa ilha paradisíaca, coisas inexplicáveis começam a acontecer. Terremotos, invasões, e um certo par de olhos azuis viram sua vida de ponta-cabeça. E em meio a sonhos assustadores, lembranças fragmentadas e um segredo que envolve seu passado, presente e futuro, Mariana precisará fazer uma escolha mais difícil do que imagina, além de tentar escapar da armadilha mais temida de todas: o amor!


Título: Uma Ilha no Atlântico
Autor: Day Fernandes
Ano: 2018
Editora: Publicação Independente
Número de páginas: 324
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Crítica: Fala Marujos, estou sumida e lendo de pouquinho em pouquinho. O livro da vez é “Uma ilha no Atlântico”. Confesso que comecei a ler receosa, romance, não é bem meu estilo e achei que seria aquele clichê!!!

Uma garota que nunca se apaixona, conhece o cara dos seus sonhos e já era, BABAU!!! APAIXONADÍSSIMA! Amor à primeira vista.

Mas o que ninguém te conta é que o livro é muito mais que isso. Mariana, uma menina forte, até um pouco chatinha, arquiteta, vive para trabalhar e não se apaixona por medo de perder as pessoas. Por seu passado e principalmente por ser adotada.

Amada pelo homem mais cobiçado da cidade e com uma amiga maravilhosa, ou seja, Mariana tem tudo que todo mundo almeja (ou toda mulher romântica e sonhadora), e ao aceitar um novo projeto acaba tendo que viajar para Maris, onde conhece Théo e vai se apaixonar perdidamente.

E lá vem de novo, Théo é lindo, perfeito, rico e louco por Mariana. (Quero a sorte dessa mulher)

Mas o problema é que a ilha é cheia de mistério e as coisas começam a acontecer, e sempre envolvendo adivinha quem?? Mariana, você acertou.

A história é uma delícia de ler, os personagens são cativantes, a escrita da Day é leve e cheia de humor. Apesar de ter contado muita coisa acima, isso é só a Base do livro, te aguarda muitas surpresas.

Um livro e tanto, vale super a pena conferir, foi uma leitura muito gostosa. A Day arrasou, me surpreendi, e pessoal eu só zuei a sorte da Mariana, mas ela também é super amorzinho! Super recomendo!

Bjus, até a próxima.

Drácula



"Publicado em 1897, Drácula definiu todo um gênero e popularizou a figura do vampiro na cultura mundial. Neste romance epistolar – construído a partir de cartas, diários e telegramas –, o advogado Jonathan Harker viaja até a Transilvânia para tratar de negócios com um conde sinistro e elegante. Em pouco tempo, Harker e seus companheiros percebem que estão em uma cilada empreendida por Drácula, essa terrível criatura que encarcera e seduz suas vítimas para depois lhes sugar o sangue. 
A história do vampiro mais célebre e aterrorizante do mundo ainda hoje ganha novas adaptações para cinema, quadrinhos, teatro e dança. Aqui em versão integral, o romance original do escritor irlandês inspira-se tanto na história de Vlad Tepes, sanguinário príncipe da Romênia que viveu no século XV, quanto em lendas sobre esse personagem e sobre vampiros."




Título: Drácula
Autor: Bran Stoker
Ano: ed 2018 / 1ª ed 1897
Editora: Nova Fronteira 
Número de páginas: 472
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Sinopse do box da Nova Fronteira: "Reconhecido como um dos maiores mestres do terror da literatura mundial, Bram Stoker produziu textos dos mais variados gêneros. Neste box especial, temos uma mostra de sua produção literária de tramas sobrenaturais. O primeiro volume traz a obra-prima do escritor: Drácula. Publicado em 1897, o livro definiu todo um gênero e popularizou a figura do vampiro na cultura mundial. No romance, o advogado Jonathan Harker viaja até a Transilvânia para tratar de negócios com um conde sinistro e elegante. Em pouco tempo, Harker e seus companheiros percebem que estão em uma cilada empreendida por Drácula, essa terrível criatura que encarcera e seduz suas vítimas para depois lhes sugar o sangue. No segundo volume estão reunidas duas de suas novelas mais assustadoras. Os sete dedos da morte narra o mistério em torno de Abel Trelawny, um velho paleontólogo que é encontrado inconsciente no chão do quarto com um terrível ferimento no braço. Sua filha Margaret e o advogado Malcolm se revezam com outras pessoas para acompanhar o senhor, mas acontecimentos estranhos tomam conta das madrugadas de vigília. Em A toca do Verme Branco, um rico rapaz se estabelece na propriedade do tio-avô e ambos se deparam com a lenda de uma terrível criatura que ronda a região. O caso ganha contornos ainda mais sinistros conforme alguns vizinhos da propriedade mostram quem são de verdade. Fechando o box, temos a antologia Contos estranhos. A obra reúne nove histórias curtas, entre as quais a famosa “O hóspede de Drácula”. Com enredos tão distintos quanto surpreendentes, os contos que compõem esta coletânea são ao mesmo tempo uma prova da genialidade do autor e uma nova porta de entrada para os leitores que já conhecem a história do vampiro mais ilustre da literatura."


    Olá gente bonita, hoje trouxe para vocês a resenha de uma releitura. A primeira vez que tive contato com esse livro foi também a primeira vez na vida que ouvi um áudio book e hoje depois de fazer a leitura do livro físico,  posso dizer que para mim nada substituirá a leitura real, seja ela em livro físico ou em ebook. O que importa é que quando nos sentamos para ler, tudo flui e nos conectamos de verdade com a história e com os personagens, e isso fez que eu gostasse muito mais de Drácula.
    O livro é composto basicamente por cartas e trechos de diário, o que torna a leitura bem interessante e nada monótona, em cada trecho conhecemos um pouco da característica de cada personagem e entendemos como cada um se sente durante a evolução do suspense. 
     Na primeira parte do livro acompanhamos Jhonathan em sua viagem para a Transilvânia e vamos entendendo o que está acontecendo por suas próprias palavras, pois lemos o  diário escrito todas as noites pelo próprio personagem, e assim conseguimos sentir na pele suas dúvidas e angústias. Ele foi enviado por seu chefe ao castelo do conde Drácula para ajudá-lo na sua mudança para Londres, porém a história se torna uma trama complexa, onde o personagem vai notando aos poucos que alguma coisa não está se encaixando muito bem, o seu anfitrião possui uma força sobre humana, nunca se alimenta, e então vamos sentindo a tensão do personagem aumentar até ele descobrir que é prisioneiro de um vampiro. 

"Não havia muita gente por ali naquele dia, e perto só estava um homem, um sujeito alto e magro, de nariz aquilino e barba pontuda grisalha. Tinha um olhar duro e frio, e olhos vermelhos, e não gostei dele, pois parecia que era com ele que os animais estavam irritados."

     O autor então encerra provisoriamente essa narrativa e passa para a segunda parte da história, onde conhecemos Lucy e Mina (noiva de Jhonatan), Dr. Van Helsing, Dr Seward e seu paciente Reinfield, Arthur e Quincey. Nessa segunda parte não temos a presença do conde Drácula de forma direta, ele está presente apenas pela influência que começa a causar nas pessoas, desde a profunda palidez e exaustão de Lucy, até as loucuras de Reinfield, e a aparição de Dr Van Helsing que é a cola que une todo o grupo, e o principal responsável pelo desfecho do livro. Tudo é contado agora pelos múltiplos pontos de vistas dos personagens o que deixa tudo mais dinâmico e curioso.

“... todos aqueles a quem eles causam a morte se tornam vampiros. Assim o círculo se alarga até o infinito, do mesmo modo que os que se formam à superfície da água, quando se lança nela uma pedra.”

     Um ponto que incomoda muito durante a leitura é o machismos exagerado, os homens da história são sempre muito inteligentes, bonitos e dispostos a fazer de tudo para salvar a donzela em apuros. E vivem falando sobre como a Mina é inteligente para uma mulher, e que ela parecia ter a mente de um homem pois possuía conhecimentos de taquigrafia, por exemplo, mas ainda assim, ela é impedida de se envolver na busca pelo conde pois era fraca e estava susceptível a ter sua emoções descontroladas, por isso precisava ser protegida. Mas vamos tentar dar um desconto pois o livro foi escrito em uma época em que isso realmente era um elogio as mulheres.
     Outro ponto legal de se destacar são os locais descritos de formas muito detalhada, criando um clima sombrio, uma paisagem obscura, sendo o livro classificado como literatura gótica.
    Essa é realmente uma história de terror com vampiros, que lida basicamente com o medo do sobrenatural, temos muita carnificina com direito a estacas, decapitações e vampiro mordendo o pescoço de criança. Então se você está esperando os vampiros da geração Crepúsculo, não vai encontrar por aqui. Nada contra, apenas um aviso para quem não é muito fã de livros de terror.

"Ah, o defeito da nossa ciência é querer explicar tudo. Quando não é capaz de fazê-lo, decreta que não há o que explicar. Ainda assim, porém, a cada dia vemos crescendo ao nosso redor crenças que se julgam novas. Como as belas senhoras na ópera. Suponho que você não acredite em transferência corporal. Não? Nem em materialização. Não? Nem em corpos astrais. Não? Nem em leitura de pensamentos. Não? Nem no hipnotismo...
    
    Beijos e até a próxima resenha... e não deixem de ler esse livro ... é um baita de um clássico... até mais ...



Espetando o coração com uma agulha

"Espetando o coração com uma agulha" é uma coletânea de poemas do poeta Ramai, escritos entre o outono e o inverno de 2018. Na obra, Ramai aborda temas delicados como a solidão e a tristeza enquanto expõe o seu lado mais humano e sensível com poemas curtos e intensos.













Título: Espetando o coração com uma agulha
Autor: Ramai
Ano: 2018
Editora: independente
Compre: Loja do autor


Sobre o autor: Ramai é um escritor e poeta Paraibano. Escreveu seus primeiros versos ainda menino, na escadaria da escola pública da sua cidade natal, e logo aos 19 lançou-se na poesia com seu primeiro livro, "Espetando o coração com uma agulha", que dominou a internet com seus versos curtos e intensos.








Resenha: Depois de um tempo lendo um poema por dia, finalmente acabei o livro do meu colega de curso Ramai, espetando o coração com uma agulha. Livro de produção independente lançado no ano de 2018 com 67 poemas ou “agulhas” no coração do leitor.


O livro começa com uma dedicatória genial, particularmente amei forte pois é algo inesperado, porém, é um ambiente comum a quem vive da escrita. Outro detalhe que achei belíssimo é arte da capa algo simples e profundo que retrata bem o titulo do livro. Ainda sobre o titulo do livro, tive a sensação que não foi atoa esse título, pois sentir que cada poema soou no coração como uma agulha.
Os poemas que compõem o livro são numerados, ou seja, nenhum poema possui um titulo são apenas o número e o poema na composição de cada página. Na sua maioria os poemas possuem ou são oriundos do que aparenta ser um termino de relacionamento, são pedaços do coração do eu lírico metamorfoseados em escritos que explicitam uma dor que se torna sensível ao leitor.


Durante a leitura demorada e nostálgica do livro sentir diversos sentimentos, como dor, agonia e frustração, são sentimentos que vão entrando de forma a espetar o coração. A escrita do Ramai não é um balaio de palavras difíceis para descrever sentimentos difíceis, mas são palavras claras, simples e verdadeiras que vão no coração como uma verdadeira agulha entrando a cada poema lido. A experiência de ter lido espetando  o coração com uma agulha foi de uma agonia  sem fim, porém, prazerosa pois sentir o real sentimento de cada palavra escrita naquelas páginas amarelas, Ramai é um escritor jovem porém com sentimentos de um velho escritor, poderia nomear diversos adjetivos para Ramai, porém só tem dois que nomeiam em sua essência: nostálgico e triste.