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Polícia

Sinopse: "A polícia de Oslo precisa desesperadamente de Harry Hole. Mas, dessa vez, talvez ela não possa contar com seu detetive mais brilhante.... Ao longo dos anos, o inspetor Harry Hole esteve envolvido nos principais casos de assassinato em Oslo e salvou a vida de muitas pessoas. Mas, quando um assassino brutal ataca os policiais da cidade e seus colegas são expostos ao perigo, Harry não se encontra em posição de proteger ninguém – muito menos a si mesmo. Um investigador aposentado é assassinado de modo brutal em um bosque nos arredores da cidade; um detetive é morto com requintes de crueldade. Ambos são encontrados nos locais dos crimes que não foram capazes de solucionar. E o assassino não para por aí. Funcionando como uma força-tarefa, os amigos de Harry na polícia entram em ação. Apesar da falta de pistas, eles contam com uma ajuda inesperada para deter o assassino antes que seus colegas sejam as próximas vítimas."



Título: Polícia
Autor: Jo Nesbo
Ano: 2017
Editora: Record
Número de páginas: 546
Data da primeira publicação: 2013
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Crítica:

    Olá gente linda, como estão vocês? Hoje estou aqui para fazer a resenha do segundo livro que leio desse autor, o primeiro foi Boneco de Neve e após pular alguns da sequência, o que não recomendo muito, amei mais uma vez essa escrita em montanha russa que o autor nos faz encarar.
     Para vocês não se perderem segue aqui embaixo a ordem cronológica dos livros, porque a editora deu uma bagunçada na ordem de lançamento: 

O Morcego (1997),  Baratas (1998), Garganta Vermelha (2000), A casa da dor (2000), A estrela do diabo (2003), O redentor (2005), Boneco de Neve (2007 - adaptado para o cinema em 2017), O leopardo (2009), O fantasma (2011), Polícia (2013) e A sede (2017)

     No início da leitura desse livro nós apenas sabemos que o detetive Harry Hole não está trabalhando mais como investigador da polícia, mas como não li o livro anterior eu não sabia exatamente o que havia acontecido com ele, então parei a leitura e fui atrás de alguns spoilers para poder entender, então se você se incomoda com spoilers não continue lendo essa resenha, pois ela vai acabar entregando alguns detalhes da vida dos personagens, porém isso não atrapalha em nada a investigação policial que se segue.
     Nesse livro nós nos deparamos com assassinatos de policiais, mais especificamente  com assassinatos de policias que foram mortos em locais de casos não solucionados anteriormente, onde eles participaram da investigação. Sendo assim, qualquer policial pode ser o próximo alvo. Inicia-se então uma investigação onde toda a força policial de Oslo está dedicada para achar o culpado que está sendo chamado pela mídia de o assassino de policiais.

“O Universo é sombrio. Nascemos maus. O mau é o ponto de partida, o natural. Aí, de vez em quando, surge uma luzinha bem pequena no fim do túnel. Mas ela é apenas temporária, temos que voltar à escuridão.”

     O livro é narrado sobre a visão dos diversos personagens o que nos aproxima cada vez mais de todos eles, pois começamos a conhecer seus problemas pessoais e como eles se empenham de coração para resolver cada investigação que participam. E então, justamente no momento que estamos mais conectados a eles, Jo Nesbo vai lá e pisa nos nossos corações e nos incentiva cada vez mais a odiar esse assassino, porém, não posso contar muito mais se não vou tirar a graça da leitura de vocês. 
     Após tudo sair do controle, é criado uma equipe secreta com os melhores investigadores, e lógico vocês já imaginam que eles vão fazer de tudo para o Harry voltar e auxiliar nessa investigação que está pondo um alvo na cabeça de vários amigos dele. Com o passar da leitura descobrimos que Harry abandonou a polícia e está se dedicando a dar aulas e ser feliz junto com a namorada Rakel, pois sempre que ele se metia em encrenca ela sofria demais, quando não era puxada junto nos turbilhoes de confusões que ele sempre se metia.

“Talvez não seja importante ou relevante, mas tudo significa alguma coisa. E a gente começa a procurar onde há luz, onde se vê alguma coisa.”

     Cada capitulo que passava ficava confusa juntamente com a equipe de investigação e tentei desvendar juntamente com eles esse mistério, porém o que posso dizer é que mais uma vez fui pega de surpresa, pois passei o livro inteiro desconfiando das pessoas erradas. E se preparem que quando essa leitura terminar vocês vão ficar desesperados pelo próximo assim como eu, mas até lá já coloquei no meu carrinho de compras os outros livros da série.
     Espero que vocês tenham gostado da resenha, eu realmente amei essa leitura e como vocês já sabem, resenhar livros de literatura policial é sempre muito difícil, pois qualquer coisinha que seja revelada a mais pode estragar a leitura para vocês. 
     Beijos e até a próxima.




Destroçados

Sinopse: Existem segredos que não podem ser levados para túmulo. O corpo de uma jovem é encontrado no fundo do gélido lago Grant, e um bilhete deixado sob uma pedra à sua margem sugere que ela tirou a própria vida. Mas, em questão de minutos, fica claro que aquilo não foi suicídio. Trata-se de um assassinato brutal, cometido a sangue-frio. Sara Linton, ex-médica legista do condado de Grant, hospedada na casa dos pais para passar o feriado de Ação de Graças, vê-se envolvida no caso quando o principal suspeito pede desesperadamente para falar com ela. Porém, quando ela chega à delegacia local, depara-se com uma tenebrosa cena na cela do prisioneiro: ele está morto, e as palavras “Não eu” foram rabiscadas na parede. Algo na confissão dele não faz sentido, então Sara convoca o Georgia Bureau of Investigation. Imediatamente, o agente especial Will Trent interrompe suas férias para se unir à equipe de investigação. No entanto, o que ele encontra é apenas uma muralha de silêncio no condado de Grant, uma comunidade extremamente unida, cujos habitantes possuem elos profundos. E a única pessoa que poderia contar a verdade sobre o que realmente aconteceu está morta.







Título: Destroçados
Autor: Karin Slaugther
Ano: 2017
Editora: Record
Número de páginas: 448
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     Olá gente bonita, como estão todos vocês? Hoje estou aqui para trazer mais uma resenha de um livro policial da editora Record, e quem leu a minha última resenha, ou quem já conhece essa autora, sabe que não pode deixar nenhum livro dela passar em branco. Esse é o quarto livro da série do Will Trent, porém, como já mencionei anteriormente, não existe nenhum problemas em lê-los fora da sequência.
     Logo no início do livro vivenciamos o assassinato de Allison Spooner com uma facada na nuca, ela é encontrada no fundo do Lago Grant no meio de um inverno congelante. A partir daí a detetive Lena Adams se encarrega da investigação e apesar de ter recebido um telefonema anônimo alegando que o corpo da menina encontrada no lago havia se suicidado, a facada na nuca conta uma história completamente diferente. 
     Com o curso da investigação, os detetives resolvem revistar a casa de Allison, porém ao chegarem lá um homem com uma marcara de esqui tenta fugir ao avista-los e durante o processo de fuga, acaba ferindo um dos detetives antes de ser capturado. Ele é então, preso e interrogado e acaba por escrever uma carta de confissão.
      Somos então apresentados a personagem Sara Lipton, antiga médica da cidade e viúva do antigo chefe de polícia que havia sido assassinado 4 anos antes ao tentar ajudar a parceira Lena Adams. E a partir daí a história começa a se entrelaçar e ficar bem interessante... Ao chegar na cidade para passar ação de graças com seus pais, Sara começa a receber várias ligações para comparecer a delegacia, pois o suspeito pede desesperadamente para falar com ela. Ao chegar na delegacia ela encontra uma cena catastrófica: o prisioneiro havia se suicidado cortando os pulsos com uma carga de caneta e com seu sangue havia escrito na parede "NÃO EU".
     Ao verificar que conhecia o suspeito e ler sua carta de confissão, ela não acredita que o caso tenha sido conduzido da forma correta e aproveita-se desse problema para então conseguir uma forma de se vingar de quem considera responsável pelo assassinato do seu marido: Lena Adams.
     Sara convoca então a Georgia Bureau of Investigation que na mesma hora, enviam o agente especial Will Trent para investigar os detetives do Condado de Grant e entender o que realmente está acontecendo naquela delegacia. Porém, ao chegar lá Will encontra-se envolvido no meio da vingança de Sara e da confusão de Lena, além de se deparar com policiais extremamente inconformados com sua presença e uma cidade tão unida que torna cada vez mais complicada essa investigação, e realmente existe muita coisa errada no meio da polícia de Grant, será que Will vai conseguir chegar ao centro dessa podridão?
     Essa leitura foi incrível, fiquei desesperada para terminar o livro e conseguir entender o desfecho da história, sem contar que no meio de toda confusão ainda consegui torcer por um casal super fofo.... Amei e super recomendo esse livro..... Ansiosa para ler cada vez mais coisas dessa autora.... 
     Beijinhos e até a próxima gente...




Gênese


Sinopse: "Uma caçada a uma mente doentia que está prestes a dar vazão a toda a crueldade de que a natureza humana é capaz. Quando uma paciente chega à emergência do hospital Grady gravemente ferida, a médica Sara Linton se depara com um mundo de violência e terror. A mulher foi atropelada por um carro, mas, completamente nua, com marcas de tortura pelo corpo, ela parece ter sido vítima de uma mente muito perturbada. A polícia começa a investigação, porém o detetive Will Trent não se dá por satisfeito. Ele logo descobre uma câmara subterrânea que esconde uma revelação macabra: a mulher que deu entrada no hospital não foi a única vítima desse sádico. Com a ajuda da Dra. Linton, Will e a sua parceira, Faith Mitchell, mergulham na caça ao assassino. Quando outra mulher desaparece sem deixar vestígios, a verdade os atinge como um golpe brutal: o esconderijo do assassino foi descoberto, mas ele continua em ação. Agora os três são o único obstáculo entre um louco e sua próxima vítima."







Título: Gênese
Autor: Karin Slaughter
Ano da edição: 2017
Editora: Record
Número de páginas: 490
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     Olá gente bonita, hoje estou aqui para trazer uma resenha de um livro policial da editora Record, e para quem gosta desse gênero literário, não pode deixar essa leitura passar. Esse é o terceiro livro da série do Will Trent, porém, não existe nenhum problema em lê-los fora da sequência, pois, esse também é o primeiro que leio e não fez diferença nenhuma durante a narrativa. Nesse livro acontece o primeiro encontro dele com a médica Sara, que segundo pude entender após algumas leituras em alguns sites de apaixonados da Karin Slaughter, foi uma personagem derivada de outra série e que agora se encontram e se misturam nesse livro.
     Will é um policial ético, sensível e extremamente educado, porém sofre muito, pois é disléxico e tenta de todas as formas esconder seu problema de todos. Sara é uma médica que está tentando reerguer a vida depois de uma tragédia na família, o que a tornou extremamente fechada, deprimida e antissocial, e que após tanto sofrimento, dedica totalmente sua vida ao trabalho. Eles se conhecem quando Will está levando sua parceira para uma consulta de emergência, e a Faith, parceira do Will, também possui uma longa história de erros e acertos na vida que vou deixar você ler para descobrir.
     Quando eles estavam sendo liberados, uma vítima dá entrada na emergência do hospital após ter sido atropelada quando estava andando nua e desorientada no meio de uma rodovia. Foi verificado que a vítima possuía sinais de tortura, estava cega, com os tímpanos perfurados, subnutrida e tinha sido obrigada a beber ácido. Will então fica extremamente interessado no caso e tenta tomar as rédeas de uma investigação que não está sob sua jurisdição, para isso conta, então, com a ajuda da superiora.
     Quando Will vai ao local do atropelamento e começa a investigar a cena, mesmo após ter sido expulso pelos policiais responsáveis pelo caso, decide tentar seguir o percurso e achar algum rastro da vítima, porém, o que acha é uma câmara de tortura debaixo da terra, que é um cenário de horrores. Após muitas investigações temos um dos casos policiais mais perturbadores que já li antes. 
     E para deixar o livro mais difícil de engolir, as vítimas não são nada simpáticas e não conseguimos manter nenhum tipo de ligação com elas, mesmo apesar de todas as crueldades que elas sofreram. Todas as vítimas eram mulheres bonitas, muito bem sucedidas, olhos e cabelos escuros e extremamente magras, e que não teriam sua ausência notada facilmente, pois não eram muito queridas pela sociedade, umas verdadeiras megeras.
     Essa foi mais uma leitura super empolgante e que me fez roer as unhas do início ao fim, a autora nos leva a lidar com os problemas dos personagens e das vítimas, juntamente com as loucuras do assassino. Só posso dizer que essa autora virou uma das minhas preferidas, e eu amei e super recomendo para quem gosta de histórias que mexem com nossas emoções. 
     Beijinhos e até semana que vêm com mais uma resenha... 




Assim na Terra Como Embaixo da Terra

Sinopse: "Uma colônia penal isolada – um terreno com um histórico tenebroso de assassinato e tortura de escravos –, construída para ser um modelo de detenção do qual preso nenhum fugiria, torna-se campo de extermínio. Espécie de capitão do mato/carcereiro, Melquíades é o algoz dos presos, caçando e matando-os como animais, apenas por satisfação pessoal. Os presos, cada qual com sua história, estão sempre planejando a própria fuga, sem saber se vão acabar mortos pelos guardas ou pelo que os espera do lado de fora da Colônia."

Título: Assim na Terra Como Embaixo da Terra
Autor: Ana Paula Maia
Ano: 2017
Editora: Record
Número de páginas: 144
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Crítica: Olá pessoal. E de novo apresento a vocês mais uma resenha nacional, três nacionais em seguida, e que estão me surpreendendo.

O livro da vez é “assim na terra como embaixo da terra” da Ana Paula Maia e foi um livro cedido pelo Grupo Editorial Record e fiquei muito surpresa e feliz por ter recebido algo tão diferente do que costumo ler.

Acredito que se eu encontrasse esse livro por aí talvez nunca o teria lido, e ainda bem que o recebi pois foi surpreendente.

O livro se passa na Colônia, uma penitenciária onde os próprios presos cozinham, limpam e cuidam um dos outros e as únicas coisas que os impedem de sair são: Uma tornozeleira eletrônica que irá explodir caso ultrapassem o muro e dois agentes penitenciários, Taborda e Melquíades.

A história é contada de todos os ângulos e aborda principalmente Bronco Gil, e seu passado. Você acaba descobrindo que quem entra na Colônia nunca mais sai, como diz o próprio Bronco no início do livro.

“No fim, somos todos livre, porque, no fim estaremos mortos.”

O isolamento da Colônia do mundo acaba enlouquecendo a todos, inclusive a Taborda e Melquíades. Temendo por sua segurança, Bronco, seus amigos detentos e Taborda acreditam que poderá ser sua última noite com vida, pois todos temem Melquíadas que já não se encontra em um estado mental normal.

E a história se passa nesses dias de terror dentro da Colônia e nos dias do passado de Bronco.

Eu me surpreendi, a narrativa é muito leve e acaba nos deixando curiosos e atentos aos acontecimentos da Colônia, apesar de serem prisioneiros, você começa a temer por suas vidas e torce por eles.

É muito interessante e diferente de tudo que li até agora, super recomendo.

Bjus Rafa

Em Águas Sombrias

Sinopse: "Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos… Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente."






Título: Em Águas Sombrias
Autor: Paula Hawkins
Ano: 2017
Editora: Record
Número de páginas: 364
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Crítica: Oi pessoal, sei que prometi essa resenha para ontem, mas com um dia de atraso aqui está ela!!! Vamos falar do tão falado “Em águas sombrias”. Recebi o livro da editora sem estar esperando, foi uma surpresa e tanto porque queria muito realizar a leitura. Bom como você já viram na sinopse do que se trata vamos as críticas.

Por ser um livro escrito em várias visões, tive uma dificuldade inicial de engrenar na história, acostumar com o nome dos personagens. O bom que a história continua no ponto que parou na mudança dos personagens ou explica algo que ficou perdido no capítulo anterior.

Podemos considerar alguns núcleos que ocorrem a história, o principal é o da casa da Nel, Danielle Abbott, vamos chama-la de Nel. Neste núcleo temos Jules, Nel e Lena. A história gira em torno de Nel que suicidou/foi assassinada que só descobriremos ao longo da história, Jules irmã da vítima e Lena filha da vítima.

Núcleo 2 temos Josh, Louise, Alec e Katie. Sendo Louise e Alec pais de Josh e Katie, e Katie uma das garotas que se suicidou no rio. No Núcleo 3 temos Patrick, Helen, Sean e Susan. O que não irei comentar muito agora se não posso dar spoillers imensos. E o que considero Núcleo 4 são os avulsos, mas não menos importantes, Mark, Erin, Nikkie e alguns coadjuvantes que ajudam no caso.

A questão maior é, todos têm alguma relação com o caso de Nel, todos tem um segredo e todos tem uma dor muito grande. Além do mais todos são suspeitos (ao meu ver) até o decorrer da história.

A história te traz amor e ódio por alguns personagens e principalmente quando se trata da história da Jules acabamos tendo uma raiva muito grande da Nel, o que passa ao decorrer, mas sentimos a dor de Jules, sentimos sua angustia e o quanto foi prejudicial os acontecimentos de sua infância para sua vida adulta.

Vemos a dor de Lena que perdeu a mãe e a amiga Katie em pouco tempo de diferença entre uma e outra, e a dor de acreditar que a mãe a abandonou suicidando, deixando-a sozinha no mundo.

Em águas sombrias não só o rio é sombrio, mas a cidade carrega segredos absurdos, que mostra como ser humano é mau. Traz uma forma de amor puro, mas doentio. Traz o egoísmo e o ódio como um problema muito sério do ser humano, e principalmente como não tem o menor arrependimento do que fez. Ninguém, mas ninguém mesmo se arrepende.

A história em si é muito boa, te faz querer ler, ler, ler, ler e você fica curioso quanto os segredos e o desenrolar da história. Não acontece nada muito mirabolante que você não imagine que irá acontecer, a não ser o final.

Bom vamos falar do final, esse sim me surpreendeu e me decepcionou, o que aconteceu com Nel não foi nada do que eu esperava, o que é bom, mas o que achei ruim, é que acreditava que a cidade ainda tinha salvação quantos aos personagens, e aí você descobre que todos são culpados (isto não é um spoiller) e lidam com tudo numa cara de pau absurda. Como se fosse normal o que aconteceu, sério não me desce.

O livro no geral é muito bem escrito e vale um 4, não dei 5 porque fiquei triste com esse fim, mas acredito que quem gosta de surpresas vai amar, e quem não gosta no mínimo vai ficar como eu. Amar e se revoltar.

Leiam em águas sombrias, um suspense muito bom, vale a pena. Logo faremos o sorteio do exemplar no nosso instagram @blogancoraliteraria. Fiquem de olho.

Bjus, até a próxima.