Dias Melhores Pra Sempre

Sinopse: “Bruno dizia que um dos grandes desafios da vida é conseguir provar que as teorias estão erradas. Quando seu grande amor deixa de reconhecê-lo, ele precisa se transformar como nunca para tentar reconquistá-lo. Conseguirá ele contradizer o destino e provar que é possível colocar por terra tudo o que afirmavam? Superação e retribuição em mais este incrível romance de Maurício Gomyde, onde tudo o que já se imaginou sobre o amor será levado ao limite da mais doce loucura.”


Título: Dias Melhores Pra Sempre
Autor: Mauricio Gomyde
Ano: 2013
Editora: Porto71
Número de páginas: 230
Compre: Indisponível



Crítica: Olá pessoal, tudo bem?? Nova semana, nova resenha, e a da vez é do nosso autor parceiro Mauricio Gomyde com o livro “Dias Melhores pra Sempre”. Um romance regado de muito drama, tragédias e tristeza, mas carregado de amor, aventuras e desventuras por assim dizer também.

Vocês devem conhecer Mauricio Gomyde como autor de “Surpreendente”, o que mais me surpreendeu (kkkk) foi que, apesar de “Dias Melhores pra Sempre” não ter o mesmo sucesso de “Surpreendente”, ele vem a ser melhor que este (opinião particular). Então o que já era fofo e incrível em “Surpreendente” pode esperar isso e muito mais no livro em questão.

Com personagens mais adultos, saindo da adolescência, entrando na vida adulta o livro é dividido em quatro etapas, todas marcadas por algum acontecimento importante.

A história se passa em Florianópolis, Bruno um estudante de Medicina, apaixonado por Micaela e amigo de Karina e Dante, juntos eles formam uma Famiglia inseparáveis. Um romance até em tão fofo e normal, até quando nos deparamos a uma situação nova.

Acontece que logo descobrimos que Bruno sofreu um acidente grave e teve que amputar uma perna e vemos então o crescimento da amizade, do amor e principalmente a recuperação de Bruno. É uma história de superação e força, o que torna o livro lindo.

Não sou uma pessoa que marca quotes em livros, mas acabei me apaixonando por um trecho e vou deixar ele aqui para vocês:

“O mundo é sempre o mesmo, não muda quando as coisas acontecem. O curso natural da vida segue e quem pode se tornar diferente é o observador.”

Uma história que mexe com a gente, com certeza deve ser lido. Super recomendado.

Bjus, até a próxima.

Entrevista Raick Tavares


Oiii Pessoal, tudo bem??
Hoje trago uma entrevista com nosso autor parceiro Raick Tavares. Raick Tavares nasceu em João Pinheiro – MG em 92. Radialista a mais de dez anos, palestrante e escritor de drama. Autor de mais três romances e dos contos: “DOIS” disponível para leitura no Sweek Brasil e de “UM SER SÓ”. Atualmente mora em Paracatu com sua esposa Suuh.

Você nos disse que começou a escrever aos 13 anos. Nessa época, você já se via um escritor ou, somente após o primeiro livro publicado, disse para si mesmo: “agora sou escritor de verdade”?
Até hoje tenho essa dúvida. rs. Na verdade, eu penso que um escritor se faz com o tempo. A cada dia me descubro mais, melhorando meu estilo de contar histórias, que na época da escola era muito ingênuo. Comecei com poeminhas bonitinhos, até rascunhar as primeiras histórias. Meu primeiro romance mesmo, eu escrevi apenas pelo instinto, sem saber nada sobre escrita criativa ou o que era uma escaleta. Hoje me sinto mais seguro para escrever e trabalho constantemente.
Você trabalha há vários anos no rádio. Sua profissão lhe proporciona um conforto para escrever?
Atualmente sim. Como eu tenho um programa que está no ar das 21:30 às 12:00, de terça a sexta, eu tenho um bom tempo livre para escrever no período do dia e trabalhar nos projetos.
Além de ser escritor, radialista, você também é palestrante. Como surgiu essa aptidão? Fale um pouco sobre sua palestra “Ler e escrever. Pra quê?”.
Eu nunca fui bom para falar em público, mas o rádio me ajudou muito a superar a timidez dos tempos de escola. Hoje, quando chego a um lugar novo, quero conhecer histórias e saber mais sobre os que estão ao meu lado. As palestras começaram por convites de professores e alguns amigos em comunidades. Em 2016, a palestra “Ler e escrever. Pra quê? ”, participou de um edital para a feira de Brasília e tive a hora de ministrá-la para vários alunos do ensino médio. Esse ano, estou aberto a parcerias para eventos literários, escolas públicas e particulares. A palestra não tem nenhum ônus, se o local for distante, peço apenas as passagens e um local, caso precise ficar.
O próximo livro, será seu segundo romance, lançado agora por uma editora do meio tradicional. Qual é a sensação de saber que terá uma obra exposta em uma livraria?
Eu estou muito ansioso. Só de pensar que outras pessoas poderão ler o meu livro e vê-lo em vitrines, sinto que o dever está cumprido... O romance, que será lançado pela editora Alicanto, terá o nome escolhido pelo público por uma enquete nas redes sociais. Por que deixar essa escolha nas mãos dos leitores? Essa será uma ação que acredito trazer mais proximidade do público. Porque é o que eu como autor, busco sempre. Será fantástico ler os comentários e ver sua repercussão.
Raick, obrigado pela entrevista. Onde nossos leitores podem acompanhar seus trabalhos?
Obrigado pela oportunidade de falar sobre o meu trabalho. Podem seguir minhas redes sociais. Sempre posto textos nas minhas páginas: FacebookTwitterInstagramSweekMeus contos estão de graça para leitura no AQUI. Passa lá e dê uma olhadinha no conto “Dois”, que está participando do concurso Orgulho de Ser.
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais do nosso autor parceiros.
Bjus, até a próxima
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Além da Magia e A Magia do Inverno

Sinopse Além da Magia: “Há apenas três coisas importantes para Alice Alexis Queensmeadow, de 12 anos: sua mãe, que não sentiria sua falta; magia e cor, os quais parem escapar dela; e seu pai, que sempre a amou. No dia em que seu pai desapareceu de Ferenwood, ele levava consigo apenas uma régua. Já se passaram quase três anos e Alice está determinada a encontrá-lo. Ela o ama tanto quanto ama aventura, e está prestes a embarcar em um para encontrar o outro.
No entanto, trazer seu pai para casa não será tão fácil. Alice precisa viajar através da mística e perigosa Terra de Furthermore; onde para baixo pode ser para cima, papel está vivo e esquerda pode ser direita. Sua única companhia é um garoto chamado Oliver, cuja habilidade mágica é mentir e enganar – e com um mentiroso em uma terra onde nada é o que parece ser, requisitará de Alice toda sua concentração para encontrar seu pai e conseguir voltar para casa sã e salva. Em sua jornada, Alice precisa se encontrar- e se agarrar à magia do amor diante da perda.


Sinopse A Magia do Inverno: "Embarque em uma incrível jornada pela terra de Whichwood nessa impressionante continuação do aclamado best-seller Além da Magia, de Tahereh Mafi! Nossa história começa em uma noite congelante… Laylee mal consegue se lembrar dos tempos felizes antes de sua mãe morrer. Antes de seu pai, levado pela dor, perder o juízo (e o caminho), e ela ser abandonada como a única mordeshoor restante na cidade de Whichwood, destinada a passar seus dias esfregando a pele e a alma dos defuntos nos preparativos para suas vidas após a morte. Ficou fácil esquecer e ainda mais fácil ignorar não apenas sua crescente solidão, mas a forma como suas mãos exaustas, assim como seus cabelos, estão se enrijecendo e se tornando acinzentados. No entanto, alguns estranhos conhecidos irão aparecer e o mundo de Laylee irá virar de ponta-cabeça enquanto ela redescobre a magia, a cor e o poder de cura da amizade. Exuberante e encantadora, a aclamada Tahereh Mafi tece uma nova aventura mágica neste mundo persa fantasiosamente sombrio, trazendo ao público novamente Alice Queensmeadow e Oliver Newbanks, protagonistas de Além da Magia."

Título: Além da Magia
Autor: Tahereh Mafi
Ano: 2017
Editora: Universo dos Livros
Número de páginas: 368
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Título: A Magia do Inverno
Autor: Tahereh Mafi
Ano: 2018
Editora: Universo dos Livros
Número de páginas: 288
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Crítica: Oi pessoal, tudo bem com vocês? Hoje venho com uma resenha dupla de um livro que nunca imaginei que iria resenhar.


Até agora a Duologia “Além da Magia” e “A Magia do Inverno” traz duas aventuras maravilhosas de Alice e Oliver, ambos os livros podem ser lidos separadamente, mas para entender melhor os personagens no segundo livro o primeiro terá todas as respostas.

O livro é contado por uma narradora, que não conhecemos, mas que nos narra os fatos como alguém que ouviu essa história dos próprios personagens e que os conhecem bem. A inclusão de uma narradora transforma o livro de uma forma leve e divertida para o leitor, pois o tempo todo ela conversa com o leitor deixando claro ser um livro, e é bem interessante.

No segundo livro a narradora continua a saga dos dois, mas agora com uma intimidade maior com os personagens e com o leitor, por supor que o mesmo tenha lido o primeiro livro.

Em “Além da Magia” a proposta Infanto Juvenil é muito bem aproveitada, mostrando mundos novos, cores e aventuras vividas por ambos protagonistas, o que não gostaria de me alongar, pois só quem os acompanham por Futhermore consegue entender a magnitude de um mundo bagunçado e completamente doente, com sede por Magia.

A autora consegue transformar uma história doce com alguns pontos macabros, que como diria nossa querida narradora: Um aviso meu caro leitor, não leia esse livro para crianças durante a noite, pode causar terríveis pesadelos.

O que mais chama a atenção é que o mundo depende de Cores para que possa haver Magia, mas Alice é completamente Branca, uma tela em branco. Muitos dos problemas que veremos em Alice se desdobra exatamente da sua falta de cor, e nessa jornada ela e Oliver irão amenizar suas dores através de uma grande amizade.

 Aí entramos no meu livro preferido “A Magia do Inverno”, bom voltamos agora a uma nova aventura de Oliver e Alice, mas com uma nova protagonista Laylee uma moradora de Whichwood que tem a magia de um mordeshoor.

O que antes era assustador no livro anterior ficou aterrorizante nesse livro, e creio que o livro saiu da escala Infanto Juvenil e subiu para a Juvenil, pois a história agora traz consigo uma carga emocional tão grande e complexa, além de lidar com um dos maiores medos do homem, a morte.

Uma mordeshoor é uma pessoa que lava o corpo dos mortos após o acontecimento, e a lavagem dá a paz que todos precisamos para o descanso eterno. Mas como Laylee tem apenas 13 anos e está sozinha no mundo ela não dá conta do trabalho, o que irá causar um problema muito maior no futuro.

Além de muito trabalho a cidade que ela vive aproveita de sua pouca idade e abusa da garota, deixando-a passando fome, frio e nem menos se importam. O desafio de Oliver e Alice, agora, será ajudar a garota.

Mas Laylee, tão acostumada com o abuso das pessoas não vai aceitar a ajuda assim tão fácil, e para piorar a garota está doente e morrendo. Será que Oliver e Alice conseguem cumprir seu dever? Oliver e Alice são apenas duas crianças também, com apenas um ano mais velho que Laylee, eles terão as mesmas dificuldades que a garota e tudo irá desandar.

Meus amores, essa não é uma história feliz, e o final não é como esperamos, mas tudo se baseia no egoísmo do homem, na vontade de ajudar a si, e azar dos outros. Todos os personagens terão seus momentos assim, mas a amizade crescera entre eles até neste momento mais difícil.

Whichwood apesar de linda é fria como o seu inverno, você toma raiva da cidade, e pensa, como eles não conseguem ver que o maior erro é o deles, que Laylee é apenas uma garota que precisa de cuidados como qualquer criança.

A carga emocional desse livro me fez querer escrever essa resenha, e acredito que todos devam ler, pois apesar da narrativa doce e sombria (ao mesmo tempo), da história fantástica, tem uma moral no fim necessária para todos, como adultos, crianças ou idosos.

O livro é mais do que recomendado, eu simplesmente adorei.

Bjus, até a próxima.

A amiga genial


Sinopse: "A Série Napolitana, formada por quatro romances, conta a história de duas amigas ao longo de suas vidas. O primeiro, A amiga genial, é narrado por Elena Greco e cobre da infância aos 16 anos. As meninas se conhecem em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. Elena, a menina mais inteligente da turma, tem sua vida transformada quando a família do sapateiro Cerullo chega ao bairro e Raffaella, uma criança magra, mal comportada e selvagem, se torna o centro das atenções. Essa menina, tão diferente de Elena, exerce uma atração irresistível sobre ela.     As duas se unem, competem, brigam, fazem planos. Em um bairro marcado pela violência, pelos gritos e agressões dos adultos e pelo medo constante, as meninas sonham com um futuro melhor. Ir embora, conhecer o mundo, escrever livros. Os estudos parecem a melhor opção para que as duas não terminem como suas mães entristecidas pela pobreza, cansadas, cheias de filhos. No entanto, quando as duas terminam a quinta série, a família Greco decide apoiar os estudos de Elena, enquanto os Cerrulo não investem na educação de Raffaella. As duas seguem caminhos diferentes.     Mais que um romance sobre a intensidade e complexa dinâmica da amizade feminina, Ferrante aborda as mudanças na Itália no pós-guerra e as transformações pelas quais as vidas das mulheres passaram durante a segunda metade do século XX. Sua prosa clara e fluída evoca o sentimento de descoberta que povoa a infância e cria uma tensão que captura o leitor."
Título: A amiga Genial
Autor: Elena Ferrante
Ano: 2015
Editora: Biblioteca Azul
Número de páginas: 336

     Olá gente linda!!!! Hoje venho aqui trazer uma resenha de um livro que me arrebatou, e é mais uma leitura da série: porquê demorei tanto para ler? Como alguns de vocês já devem saber Elena Ferrante é um pseudônimo de uma autora que pretende continuar anônima, pois, segundo entrevistas cedidas a alguns jornalistas por e-mail, ela prefere que suas histórias sejam conhecidas pelo próprio valor e não pela imagem dela. Porém, isso acabou se saindo um bom jogo de marketing não acham? A única informação que temos sobre ela (ou será ele?) é que nasceu em Nápoles.
     A amiga genial é o primeiro livro da série Napolitana, que é composta de quatro livros. Esse primeiro livro narrado por Elena Greco (Lenu), que não é a protagonista, mas sim, a narradora, se inicia quando Elena recebe a ligação do filho de Raffaella Cerullo (Lila), para falar que a mãe está desaparecida, ela fugiu sem deixar rastros. Então, para contrariar a amiga, que sempre teve vontade de sumir, ela decide então narrar a história delas, e dessa forma comprovar que a amiga existe.
    Nesse livro então, Lenu narra a infância e a adolescência das duas, e sobre o início dessa amizade baseada em inveja e amor, quase uma adoração por parte da Lenu. Lila era uma garota surpreendente, super inteligente e sagaz, sempre tirava as maiores notas da sala e vencia todos os campeonatos de perguntas do colégio, ganhava inclusive de todos os meninos, o que era uma afronta para a sociedade da época. Lenu, apesar de ser incrivelmente inteligente, nunca conseguia alcançar os patamares da amiga, e vivia sempre a sua sombra, em alguns momentos ficava feliz por ser amiga da menina mais inteligente, em outros se consumia de inveja por nunca conseguir se igualar a ela.

"Logo precisei admitir que as coisas que eu fazia sozinha não eram capazes de disparar meu coração, só aquilo que Lila tocava se tornava importante. Se ela se distanciava, se sua voz se afastava das coisas, estas se cobriam de manchas, de poeira. A escola média, o latim, os professores, os livros, a língua dos livros me pareciam definitivamente menos sugestivos que o acabamento de um sapato, e isso me deprimiu."

     Lila era uma garota diferente, gostava de viver nos limites do tolerável pela sociedade, isso em uma Itália na década de 50, pós segunda guerra mundial,  onde as mulheres eram submissas e dedicadas apenas aos trabalhos de casa, sendo constantemente controladas através da violência.Porém, foi Elena, diferentemente dos padrões da época, que consegue seguir seus estudos e concluir o ginásio e o liceu, Lila é impedida de estudar e obrigada a trabalhar em casa e ajudar sua mãe até encontrar um "bom partido" para se casar.
     Apesar de seguirem caminhos diferentes as garotas tentam durante toda a infância e adolescência bolar planos para ganharem muito dinheiro e conseguirem sair daquela vizinhança pobre. Porém, a oportunidade de estudo apenas para Lenu se torna um motivo constante de discórdia entre as garotas, pois a capacidade de Lila supera e muito a de Elena, e elas começam uma competição velada onde Lila mesmo sem a oportunidade de fazer o ginásio, mantem seus estudos de forma independente e esgota a biblioteca do colégio do bairro.

"Não tenho saudade de nossa infância cheia de violência. Acontecia-nos de tudo, dentro e fora de casa, todos os dias, mas não me lembro de jamais ter pensado que a vida que nos coubera fosse particularmente ruim. A vida era assim e ponto final, crescíamos com a obrigação de torná-la difícil aos outros antes que os outros a tornassem difícil para nós."

     Ao ver sua oportunidade de enriquecer pelos estudos ou pela escrita desaparecerem, Lila envereda-se em outro ramo, ela começa então a fazer desenhos de sapatos baseados em fotos que se viam em revistas. porém diferente de tudo que já se conhecia na época. Ela então começa a introduzir no irmão a vontade de enriquecer e de criar uma marca de sapatos próprias, e é a partir daí que Lila começa a causar um estrago na vida do irmão, mas, daqui em diante, só você lendo para saber....
    O livro retrata de muitos temas importantes e a escrita da autora é surpreendentemente envolvente, ela fala com muita naturalidade sobre empoderamento feminino, luta de classes, desigualdade social, crimes, violência e ascensão social. E para ficar ainda melhor já está confirmada uma série televisiva pela HBO em 2018. Agora, só aguardar a resenha do próximo volume que logo logo vou trazer para vocês.
     Beijos e obrigada por ler até aqui e sempre conferir a minha opinião...






Minha vida com Boris

SINOPSE: Thays Martinez narra as aventuras que viveu com seu primeiro cão-guia nos dez anos em que estiveram juntos  - desde as dificuldades no treinamento, a primeira viagem de avião juntos, a popularidade após o incidente no metrô, as amizades que criaram, as situações engraçadas, até o triste momento da despedidade -, fazendo deste relato uma obra ao mesmo tempo terna e combativa, comovente e inspiradora.
Afinal, mais do que guiar Thays para a sua independência e autonomia, Boris a inspirou a realizar a inclusão social de pessoas com deficiência visual em todo o Brasil.

Título: Minha vida com Boris
Autora: Thays Martinez
Editora: Globo
Ano: 2011
Pág.: 142
ISBN: 978-85-250-4837-0


Oi gente! 

O livro que eu trago hoje é não-ficção. Conta a história do Boris, um cão labrador que protagonizou uma vitória para a inclusão de pessoas cegas no Brasil. O livro é narrado por Thays Martinez, que ficou cega aos quatro anos de idade. A escrita da autora nos permite conhecer muito da experiência que é ser deficiente, especialmente no Brasil. 

Sua saga começa quando decide lutar pelo direito de ter um cão-guia. Eu não sabia, mas a população cega é muito limitada deste recurso. No Brasil há pouquíssimas instituições que abraçam esta causa. Thays embarca para os EUA para treinar e trazer seu primeiro cão-guia: Boris. 

A história de amor entre Boris e Thays foi além da instrumentalização a qual um cão-guia se oferece para o cego. Eles viraram cúmplices de vida. Literalmente, Boris era os olhos de Thays. Através do cão-guia, o cego ganha uma autonomia incomparável para a execução de todas as tarefas do dia a dia. O animal é treinado para reconhecer lugares, calcular rotas, identificar obstáculos, etc. E, além de tudo isso, é um ser muito inteligente e carinhoso. Com a leitura do livro, é impossível não se apaixonar pelo cão e toda a sua identidade única. 

A questão é que o livro vai muito além disso. Ele nos apresenta um incidente que mudou a história de todos os cegos e seus respectivos cães-guias. Thays nos conta como conseguiu na justiça o seu direito de ir e vir: o Metrô de São Paulo proibia a presença do cão em suas estações e trens, impossibilitando Thays de transitar livremente da melhor maneira que lhe convinha. Vale ressaltar que Thays Martinez é uma profissional de sucesso. Advogada, concursada, exercendo importantíssimos cargos de chefia em diversas instituições públicas do país. Sua luta foi amplamente divulgada pela imprensa e seu nome, ao lado de Boris, viraram símbolo de uma vitória. 

Se você acha que o livro parou por aí, você se enganou. Depois de inúmeras conquistas ao lado de seu amado Boris, Thays nos apresenta outra realidade de quem vive com um cão-guia: a aposentadoria. O animal não vive pra sempre e é chegada a hora em que o adeus é inevitável. Spoiler de cenas emocionantes! Prepare o lencinho!

Minha vida com Boris é uma livro que te tira da sua zona de conforto, que te faz experimentar como seria viver sem seus olhos no coração da cidade mais populosa do país. Thays Martinez é um grande nome da luta pela inclusão cega no Brasil e seu primeiro livro é um convite para abraçar essa causa. Li e recomendo! 

Beijos, Guto Cruz

Afroqueer existência: dor, luta, amor

Sinopse: "afroqueer existência: dor, luta, amor" é uma produção literária poética de vivências negras LGBT sobre experiência da diáspora africana no Brasil e da dissidência sexual em reflexão, (auto)crítica, (re)criação literária e atuação política em relação a essas temáticas entrelaçadas. O livro conta com prefácio de Tatiana Nascimento, doutora em tradução e poeta brasiliense, bem como posfácio de Wanderson Flor do Nascimento, professor de Filosofia da UnB e militante negro. Além dessas maravilhosas contribuições acadêmicas/reflexivas sobre a obra, o(a) leitor(a) conta ainda com uma playlist recitada/cantada pelo autor que pode ser acessada pelos QR Codes dispostos em cada poema.

Título: Afroqueer existência: dor luta amor
Autor: Pedro Ivo
Ano: 2018
EditoraPadê Editorial
Número de páginas: 99
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Crítica: Oi, pessoas! Essa é minha primeira resenha de um livro, e um livro maravilhosamente político e reflexivo do autor parceiro Pedro Ivo.

O Livro é uma antologia poética composta por trinta e seis poemas onde o autor traz uma reflexão sobre as suas experiências de vivência negra e LGBT. Pedro  Ivo adota o conceito de afroqueer no livro conceito que o mesmo retirou de sua militância dentro do movimento  LBGT, um conceito  que traz consigo uma noção de “autoidentificação de dor, luta e amor” que contrapõe os padrões impostos pela branquitude e pela heterossexualidade imposta na sociedade.

O livro começa com um prisma bem amplo pois os primeiros poemas remetes a vários elementos da diáspora negra no Brasil, com referências ao Iorubá como marca da língua na escrita e menção aos orixás, esse prisma mais amplo mostra a primeira identidade do Pedro Ivo, a identidade de negro, e o mesmo usa esse espaço para se reafirmar com essa identidade.

Seguindo o livro passamos para um prisma mais especifico que justamente com questões mais pessoais, agora como homossexual, vemos nos poemas esse grito de resistência, luta e acima de tudo de amor por sua identidade como homossexual. Mas a frente no seu livro o Pedro Ivo, faz críticas internas diretas ao movimento LGBT, pois o mesmo mostra como o movimento está absorvendo esse padrão de branquitude, e mas uma vez ele ressalta sua voz como resistência. Os dois últimos poemas do livro trazem consigo uma carga significativa bem forte pois o Pedro Ivo mostra como dentro do movimento LGBT tem espaço para todos os padrões, inclusive para as bixas pretas.


O Pedro Ivo utiliza o espaço literário para se reafirmar as suas posições políticas, e ele constrói poemas com uma maestria de nos envolver em suas experiências e consegue desenvolver em nós uma empatia pelas suas lutas. Em sua obra, o Pedro se consagra como um militante e como um poeta que luta pelo seu espaço dentro de uma sociedade tão malvada e padronizada.

Abraços <3 



O Homem de Lata

Sinopse: “Em 1963, Ellis e Michael eram dois garotos de doze anos que se tornaram grandes amigos. Durante muito tempo, sempre foram apenas os dois, andando pelas ruas de Oxford, um ensinando ao outro coisas como nadar, descobrir autores e livros e a esquivar-se dos punhos de seus pais dominadores. Até que um dia algo muito maior que uma grande amizade cresce entre eles. Mas então, avançamos cerca de uma década nesta história e encontramos Ellis, agora casado com Annie, e Michael não está mais por perto. O que leva à pergunta: o que aconteceu nos anos que se seguiram? Esta é quase uma história de amor. Mas seria muito simples defini-la assim.”


Título: O Homem de Lata
Autor: Sarah Winman
Ano: 2018
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 160
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Crítica: Oi pessoal, o livro de hoje é um romance surpreendente “O Homem de Lata” de Sarah Winman. Exemplar cedido pela editora.

O livro se passa durante a infância e a vida adulta de Ellis e Michael, e podemos ver o ponto de vista da história de cada um, mas só consigo pensar em uma coisa para dizer, um depoimento: “O que dizer de um livro que só li uma vez, mas já considero pacas” KKKK (Inicio de depoimentos a lá Orkut).

Brincadeiras à parte, posso dizer que realmente não sei o que dizer, um livro que nos tira o ar e as palavras, que o simples ato de falar sobre ele não é possível, mas que no caso irei tentar.

O primeiro capítulo mostra Dora, ganhando seu quadro de Girassóis, o quadro que marcou a vida dos meninos durante sua infância. Dora, mãe de Ellis, e mãe emprestada e grande amiga de Michael, não teve uma vida fácil com o marido, além de ser incompreendida.

Cuidou de seu filho com muito amor e de Michael que se mudou para Oxford ainda jovem, até quando deus permitiu, marcando assim a vida de ambos, mas principalmente a vida de Michael.

Ellis parece ser frio e não compreender alguns sentimentos, mas posso dizer que o que ele mais faz é amar, e compreende sim, mas da sua maneira, ele respeita acima de tudo o desejo de todos sempre com muito carinho.

Ellis e Michael tem uma relação que ultrapassa o amor de amigos, e que a autora nos trouxe para mostrar que na vida não é dois homens, duas mulheres ou um homem e uma mulher, são duas pessoas que se amam.
Mas as coisas começam a mudar quando Ellis conhece Annie, eles se apaixonam perdidamente, e os três juntos formam um trio perfeito. Mas Michael não consegue superar a perda de seu grande amor e se afasta.

O livro traz o ponto de vista dos dois mostrando o porquê das coisas acontecerem, porque eles se afastaram, porque a vida de Ellis é assim hoje, todos os porquês.

Foi um livro que me mostrou o que é o amor, e amei cada um de seus personagens, inclusive o pai de Ellis, e Carol sua madrasta, que todos tinham carinho um pelos outros, cada um à sua maneira. E que por mais que se tome atitudes extremas, todas essas são tomadas por amor.

As vezes não compreendemos naquele momento o porquê de alguém que se ama fazer algo que não nos agradam, mas nem sempre é com a intenção de nos machucar, mas sim o contrário, para evitar que nos machuquemos ainda mais. Vejo isso no pai de Ellis, que infelizmente não foi uma pessoa boa para sua mãe, e fez coisas que desagradaram seu filho, mas ele achou que estava fazendo o correto.

E não podemos deixar de citar Mabel, uma pessoa doce e compreensiva, avô de Michael, e que soube amenizar a dor de ambos na hora certa.

Um livro tão pequeno, mas com uma mensagem tão grande, que com certeza deve ser lido, super recomendo.

Bjus, até a próxima.

O conto da aia



Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.  






Título: O conto da Aia
Autor: Margaret Atwood
Ano: 2017
Ano da primeira publicação: 1985
Editora: Rocco
Número de páginas: 368
Compre: SaraivaAmazonAmericanas




     Olá gente linda? Como andam vocês? A leitura de hoje têm tudo haver com os tempos em que estamos vivendo onde estão sendo votadas pautas religiosas de caráter retrógrado que só visam atender determinada parcela da população. Mas, deixando polêmicas de lado, vamos falar desse livro que está tão em alta ultimamente, principalmente depois do lançamento da série da Netflix. O meu interesse de lê-lo se inciou após ter visto várias resenhas positivas e ficado bem curiosa com a distopia apresentada.
     O conto da Aia é uma ficção científica que me remeteu muito ao livro Fahrenheit 451, o livro se passa nos Estados Unidos do século XXI, que após uma revolução teocrática, opressora e fundamentada no velho testamento, começou a se chamar República de Gilead. Nessa nova ordem não existe espaço para as mulheres, elas são simplesmente a escória da humanidade, e são consideradas culpadas de todos os problemas existentes antes da revolução. No livro inclusive temos uma cena (muuuuuuuuuito revoltante),  onde uma mulher que foi estuprada é constantemente agredida, por outras mulheres, até concordar que a culpa desse ato violento foi toda sua, por não ter sido mais recatada (qualquer semelhança com os dias de hoje NÃO é mera coincidência).

"Nada muda instantaneamente: numa banheira que se aquece gradualmente você seria fervida até a morte antes de se dar conta. Havia matérias nos jornais, é claro. Corpos encontrados em valas ou na floresta, mortas a cacetadas ou mutilados, que haviam sido submetidos a degradações, como costumavam dizer, mas essas matérias eram a respeito de outras mulheres, e os homens que faziam aquele tipo de coisas eram outros homens"

   As mulheres, após a revolução, são então classificadas em quatro grupos: as esposas, que são responsáveis pela administração das casas; as marthas, que são responsáveis pelo cuidado, como alimentação, limpeza e roupas; as tias ou salvadoras, que são responsáveis pelo ensino; e as aias, que são unicamente responsáveis pela reprodução.
      O livro é narrada pelo ponto de vista de Offread, uma aia, que antes da revolução possuía uma vida normal, casada com um homem que era divorciado e que juntos tinham uma filha, por isso, quando a nova ordem começou a comandar, ela foi retirada do seu lar e se tornou uma aia, pois além de não serem permitidos segundos casamentos, havia muita esterilidade e nascimento de crianças com deformidades, e o fato de possuir uma filha saudável, demonstrava que ela era fértil e portanto, valiosa. 
     A autora então vem nos inserindo em uma sociedade onde tudo está extremante dividido. Por exemplo, as esposas sempre se vestem de azul, e as aias sempre estão de vestidos vermelhos com chapéus brancos na cabeça que não lhes permitem olhar para os lados. As aias são ensinadas sobre como são valorosas, porém elas são a classe mais oprimida e vigiada, e que sofrem constantes humilhações, como nas noites onde é realizada a cerimônia, e as ais são obrigadas a ter relações sexuais com os comandantes posicionadas no meio das pernas da esposa, e assim que engravidam são obrigadas a entregar seu filho para ser criado pela esposa do seu comandante. e as aias não engravidarem durante toda a sua vida fértil, elas podem então ser condenadas a morte ou enviadas para viver em colônias onde serão consideradas não-mulheres e obrigadas a realizarem trabalhos escravos até o fim da vida. 

"Somos úteros de duas pernas, apenas isso: receptáculos sagrados, cálices ambulantes."

     Esse é um livro para ser lido sem pressa, a história é bem pesada e por vezes tive que dar uma pausa na leitura para conseguir continuar. A descrição das relações sexuais são ultrajantes, tanto para as aias, como para as esposas, as contantes mortes e pensamentos suicidas também contribuem para tornar essa leitura difícil. Porém, super valeu a pena a incursão dentro dessa distopia e acho que no caminho que estamos indo, seria totalmente plausível que uma atrocidades dessa acontecesse, só espero muito, muito mesmo, que isso nunca ocorra, e que pessoas extremistas nunca consigam fazer mudanças tão importantes no governo. 
    Vamos encerrar por aqui, mas deixo com vocês a minha recomendação desse livro maravilhoso. Todas as resenhas que li, incluindo essa que escrevi, não conseguem demonstrar a complexidade desse livro, ele é incrível e ao mesmo tempo cruel, em algumas partes da leitura senti mais medo do que muito livro de terror. Medo principalmente por imaginar que muitas pessoas poderiam concordar com essa forma de sociedade, e de imaginar que a mulher após tanta luta possa novamente perder toda a sua liberdade.
     Beijos a todos e quero saber a opinião de quem já leu, se concorda comigo e se sentiu o mesmo pavor durante a leitura. E quem não leu, está esperando o que?



Em busca da fonte (A ponte #2)


Neste segundo livro da Série, Angak desafia a Cordilheira dos Espelhos em busca da fonte milagrosa coma promessa de cura para sua filha doente, enquanto o Esplendor atravessa os mares e oceanos. Criaturas mágicas e aventuras fabulosas nas páginas de um livro revelador.

...O coração de Angak acelerou em seu peito e seus olhos se umedeceram com as discretas lágrimas que lhe escorriam pela face cândida.
“A fonte de águas verdes que desce do rochedo até o estreito vale, formando uma pequena lagoa com criaturinhas coloridas nadando na superfície, é fonte de longevidade. Aquele que é capaz de extrair vida da morte; aquele que está disposto a beber das lágrimas da morte que encontrar nas águas da fonte e vestir-se com elas, este terá saúde e vida longa e nunca conhecerá a decadência. Suas águas não são águas comuns, e só aquele que purifica seu coração poderá encontrá-la, aquele que respeita os poderes divinos. A fonte descansa onde a virgem alada se encontra com um filho adormecido de mercúrio.” ...
A ilustração a seguir mostrava o rei dos vegetais postado em cima de uma pedra em forma de asas abertas, segurando o saquinho de sementes e o seu cajado. Ao fundo da pintura ficava visível uma montanha acobertada de árvores em flores, a maioria eram de flores roxas.
Mundos Paralelos, em busca da fonte é o segundo livro da série Mundos Paralelos.
A série é inspirada nas religiões e mitologias de diversas culturas e na teoria dos mundos paralelos, ou Multiverso. Uma história narrada em duas realidades análogas. Cada livro termina com dois finais distintos que dão origem a sequências paralelas da saga dos quatro mundos: a Terra Pura ou mundo superior, morada dos deuses-guardiões dos elementos; a Terra Sombria ou mundo inferior, domínio da deusa Tríplice; a Terra sem Males ou mundo interior, habitação dos morbitanos; e a Terra da Ilusão, onde vive Angak. Uma heroína que na busca pelo conhecimento acaba por descobrir os Mundos Paralelos habitados por seres fantásticos e poderosos. Mistérios, amores, perdas, aventuras e descobertas são vividas nos livros da saga Mundos Paralelos. Próximo livro da série: Mundos Paralelos, a descoberta do elixir. Leitura imperdível!








Título: Mundos Paralelos - Em busca da Fonte
Autor: Rosana Ouriques
Ano: 2017
Editora: Insular
Número de páginas: 230
Compre: Insular 







Crítica: Olá gente bonita !!!!!!! Como estão todos vocês???? Hoje estou vindo aqui para trazer a resenha do segundo livro da série Mundos Paralelos, o segundo livro publicado pela autora Rosana Ouriques, esse livro continua um dos finais do livro anterior "A ponte", e caso você não tenha lido o primeiro, seria muito interessante que você antes de dar continuidade lendo essa opinião aqui, tirasse um tempinho para ler a minha opinião sobre o primeiro livro clicando aqui e se você se interessar e tiver vontade de ler cuidado com o spoiller inevitáveis ao longo dessa resenha.

     O livro se inicia com Angak grávida da sua segunda filha e ansiosa pela volta do seu marido Aiwel que estava no mar com seu filho mais velho Meirak, ambos trabalhando embarcados em um navio mercante já havia algum tempo. Porém Binah, resolve não aguardar pela volta do pai e Angak então, entra em trabalho de parto com a ajuda de Nandecy, porém para a felicidade de todos eles chegam bem no momento que a filha veio ao mundo.
     Porem Binah nasceu com uma deficiência respiratória e problemas cardiológicos e se nada for feito ela não conseguirá viver por muito tempo. Angak começa então a estudar os escritos antigos e descobre sobre a existência da fonte da longevidade, que tem a função de curar todas as doenças. 
     A partir daí, Angak começa uma busca desenfreada por essa fonte para conseguir salvar a sua filha, ela então resolve viajar em busca dela e seu marido Aiwel decide acompanhá-la, porém nessa busca Angak começa a se perder dentro dela mesma e começa a se afastar da possibilidade de começar a entender a sua divindade e sua verdadeira função nesse mundo. Phentor que é a outra polaridade de Angak fica extremamente preocupado que ela nunca consiga se lembrar sobre seu passado e dessa forma não consiga se libertar da sua forma humana.

"Angak não tinha acesso às suas memórias. Acreditava em seus sonhos e visões, confiava em sua intuições, mas não se recordava de tudo que havia acontecido na Terra Sombria, de como realizou sua própria divindade através de uma alma humana, alcançando a unidade e trazendo paz aos mundos paralelos"

     Enquanto isso Maya, infelizmente como podemos ver no final do primeiro livro, continua sua busca por destaque, ela acredita que precisa ser importante para poder ser feliz, por isso rouba alguns potes mágicos de Nandecy afim de criar para sim o elixir da sabedoria, só que é obvio que isso não dará certo e ela acabará entrando por um caminho que irá se arrepender.
     Já que seu pai não pode mais ir trabalhar Meirak então, se aventura no navio mercante sozinho e isso acaba transformando também a vida dele.
     Após a leitura desse livro eu realmente achei ele mais parado do que o primeiro, basicamente a história gira em torno de Angak e Aiwel em busca da fonte da longevidade, não existe muita ação, porém eu ainda continuo muito interessada nessa história e quero muito saber aonde a autora irá nos levar com os dois finais que há em cada livro. A única parte que continua me incomodando são os escritos antigos que acho que parecem histórias para crianças e o fato de todos os personagens serem incrivelmente poderosos, lindos de quadris arredondados e peitorais super sarados, super inteligentes e bondosos ao extremos, e acho que nós todos sabemos que isso não existe.
     Mas com certeza eu vou continuar lendo essa série e quero muito saber o que acontecerá com Angak e com os mundos paralelos. Beijos e até a próxima gente!!!!!!!!