Não Confie em Ninguém

Sinopse: “O melhor livro de Charlie Donlea - até agora. O destino de Grace Sebold toma um rumo inesperado durante uma tranquila viagem com o namorado. O rapaz é assassinado... e ela é condenada pelo crime. Depois de dez anos na prisão, surge a chance de Grace provar sua inocência ao conhecer a cineasta Sidney. Em um documentário que exibe as falhas do processo, a cineasta questiona se a condenação foi fruto de incompetência policial ou se a jovem foi vítima de uma conspiração. Antes do término das filmagens, o clamor popular leva o caso ser reaberto, mas um novo fato provoca uma reviravolta: Sidney recebe uma carta anônima afirmando que ela está sendo enganada pela assassina. A cineasta começa a investigar o passado de Grace e quanto mais se aprofunda na história, mais dúvidas aparecem. No entanto, agora, o que está em jogo não é apenas a repentina fama e carreira, mas sua própria vida.”






Título: Não Confie em Ninguém
Autor: Charlie Donlea
Ano: 2018
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 352
CompreAmazon, Saraiva

Crítica: Fala Marujos, infelizmente hoje a resenha não será tão agradável. Discordando da sinopse como o pior livro do Charlie Donlea, Não Confie Em Ninguém só me conquistou com um personagem, e os detalhes não me convenceram.

A proposta é até interessante, Sidney, uma cinegrafista que produz documentários sobre crimes e consegue provar que o acusado foi preso injustamente, resolve fazer com nossa garota da vez “A garota de Sugar Beach”, Grace Sebold.

O que torna obvio é que sabemos que não foi ela que matou Julian Crist, namorado preste a pedi-la em casamento, pois se fosse ela, não haveria livro. E vamos acompanhando o desenvolvimento do caso junto com Sidney, um detalhe é que os expectadores da série ficam sabendo das novidades quase ao mesmo tempo que nós ficamos sabendo.

Até ai tudo interessante, mas então, Charlie começa a embromar a história, quase nenhum detalhe se revela em páginas maçantes, quando essas revelações acontecem você já passou cenas e mais cenas chatas com uma personagem nada cativante, ou seja o livro poderia ser BEM menor.

Sidney é uma personagem sem sal, infelizmente ao contrário da Dr Cutty do livro anterior, aliás Lívia Cutty dá o ar da graça em algumas cenas, o que achei que foi bem pouco, porque adoro essa mulher. Os capítulos se desenvolvem com Sidney correndo atrás de informações e muitas vezes em seu escritório ou em salas de reunião.

E aí temos um problema sério, Charlie acrescente adendos de um tal de Luke, que trabalha na mesma emissora de Sidney e eles ficam numa briguinha de ego CHATA, enfadonha e sem necessidade.

No meio dessa história, temos alguns capítulos nada haver que só entendemos depois de um tal de Gus, e por incrível que pareça, era a parte mais interessante para mim, sério, amo esse cara. E assim chegamos ao fim, onde Gus tem uma revelação para Sidney, e aí vem a famosa reviravolta.

Bom, não vou contar o fim, nem o porquê de tudo, mas vou contar minhas impressões, Charlie tenta encaixar um fim para não ser obvio e força completamente a barra, e pra mim forçou muito, eu queria falar, mas vou dar muito spoiller.

Então simplesmente não me convenceu, INFELIZMENTE, porque amo o Charlie com todas as forças, e sim vou ler os outros deles. O fim é deixado em aberto, e leria sim a continuação, ainda mais que deve ser com o Gus.

Mas sempre deixo aqui, leia o livro, tire suas próprias conclusões, ele não foi bom pra mim, mas pode ser bom para você.

Bjus até a próxima.


Uma Ilha no Atlântico

Sinopse: “Para a arquiteta Mariana Fragoso, uma das maiores certezas de sua vida é que morrerá solteira. Ela acredita que o amor pertence somente ao mundo da fantasia, e quando se trata de assuntos do coração, se protege com uma blindagem extraforte. Até embarcar em uma aventura inesperada. Sob a responsabilidade de chefiar a construção de um imóvel, Mariana é enviada para Maris, uma ilha do outro lado do Oceano Atlântico. Entretanto, logo após conhecer Théo Santiago, o misterioso proprietário do terreno no qual vai trabalhar, ela se vê cercada por uma esfera eletrizante, um tipo de força que sempre a leva em direção a ele. E é aí que tudo começa a dar errado! 
Decidida a evitar seu novo cliente – e as sensações que ele lhe provoca quando está por perto –, Mariana planeja terminar seu trabalho o mais rápido possível. Mas o destino parece ter outros planos... Ao longo de sua estadia nessa ilha paradisíaca, coisas inexplicáveis começam a acontecer. Terremotos, invasões, e um certo par de olhos azuis viram sua vida de ponta-cabeça. E em meio a sonhos assustadores, lembranças fragmentadas e um segredo que envolve seu passado, presente e futuro, Mariana precisará fazer uma escolha mais difícil do que imagina, além de tentar escapar da armadilha mais temida de todas: o amor!


Título: Uma Ilha no Atlântico
Autor: Day Fernandes
Ano: 2018
Editora: Publicação Independente
Número de páginas: 324
CompreAmazon

Crítica: Fala Marujos, estou sumida e lendo de pouquinho em pouquinho. O livro da vez é “Uma ilha no Atlântico”. Confesso que comecei a ler receosa, romance, não é bem meu estilo e achei que seria aquele clichê!!!

Uma garota que nunca se apaixona, conhece o cara dos seus sonhos e já era, BABAU!!! APAIXONADÍSSIMA! Amor à primeira vista.

Mas o que ninguém te conta é que o livro é muito mais que isso. Mariana, uma menina forte, até um pouco chatinha, arquiteta, vive para trabalhar e não se apaixona por medo de perder as pessoas. Por seu passado e principalmente por ser adotada.

Amada pelo homem mais cobiçado da cidade e com uma amiga maravilhosa, ou seja, Mariana tem tudo que todo mundo almeja (ou toda mulher romântica e sonhadora), e ao aceitar um novo projeto acaba tendo que viajar para Maris, onde conhece Théo e vai se apaixonar perdidamente.

E lá vem de novo, Théo é lindo, perfeito, rico e louco por Mariana. (Quero a sorte dessa mulher)

Mas o problema é que a ilha é cheia de mistério e as coisas começam a acontecer, e sempre envolvendo adivinha quem?? Mariana, você acertou.

A história é uma delícia de ler, os personagens são cativantes, a escrita da Day é leve e cheia de humor. Apesar de ter contado muita coisa acima, isso é só a Base do livro, te aguarda muitas surpresas.

Um livro e tanto, vale super a pena conferir, foi uma leitura muito gostosa. A Day arrasou, me surpreendi, e pessoal eu só zuei a sorte da Mariana, mas ela também é super amorzinho! Super recomendo!

Bjus, até a próxima.

Drácula



"Publicado em 1897, Drácula definiu todo um gênero e popularizou a figura do vampiro na cultura mundial. Neste romance epistolar – construído a partir de cartas, diários e telegramas –, o advogado Jonathan Harker viaja até a Transilvânia para tratar de negócios com um conde sinistro e elegante. Em pouco tempo, Harker e seus companheiros percebem que estão em uma cilada empreendida por Drácula, essa terrível criatura que encarcera e seduz suas vítimas para depois lhes sugar o sangue. 
A história do vampiro mais célebre e aterrorizante do mundo ainda hoje ganha novas adaptações para cinema, quadrinhos, teatro e dança. Aqui em versão integral, o romance original do escritor irlandês inspira-se tanto na história de Vlad Tepes, sanguinário príncipe da Romênia que viveu no século XV, quanto em lendas sobre esse personagem e sobre vampiros."




Título: Drácula
Autor: Bran Stoker
Ano: ed 2018 / 1ª ed 1897
Editora: Nova Fronteira 
Número de páginas: 472
Compre: AmazonSaraiva



Sinopse do box da Nova Fronteira: "Reconhecido como um dos maiores mestres do terror da literatura mundial, Bram Stoker produziu textos dos mais variados gêneros. Neste box especial, temos uma mostra de sua produção literária de tramas sobrenaturais. O primeiro volume traz a obra-prima do escritor: Drácula. Publicado em 1897, o livro definiu todo um gênero e popularizou a figura do vampiro na cultura mundial. No romance, o advogado Jonathan Harker viaja até a Transilvânia para tratar de negócios com um conde sinistro e elegante. Em pouco tempo, Harker e seus companheiros percebem que estão em uma cilada empreendida por Drácula, essa terrível criatura que encarcera e seduz suas vítimas para depois lhes sugar o sangue. No segundo volume estão reunidas duas de suas novelas mais assustadoras. Os sete dedos da morte narra o mistério em torno de Abel Trelawny, um velho paleontólogo que é encontrado inconsciente no chão do quarto com um terrível ferimento no braço. Sua filha Margaret e o advogado Malcolm se revezam com outras pessoas para acompanhar o senhor, mas acontecimentos estranhos tomam conta das madrugadas de vigília. Em A toca do Verme Branco, um rico rapaz se estabelece na propriedade do tio-avô e ambos se deparam com a lenda de uma terrível criatura que ronda a região. O caso ganha contornos ainda mais sinistros conforme alguns vizinhos da propriedade mostram quem são de verdade. Fechando o box, temos a antologia Contos estranhos. A obra reúne nove histórias curtas, entre as quais a famosa “O hóspede de Drácula”. Com enredos tão distintos quanto surpreendentes, os contos que compõem esta coletânea são ao mesmo tempo uma prova da genialidade do autor e uma nova porta de entrada para os leitores que já conhecem a história do vampiro mais ilustre da literatura."


    Olá gente bonita, hoje trouxe para vocês a resenha de uma releitura. A primeira vez que tive contato com esse livro foi também a primeira vez na vida que ouvi um áudio book e hoje depois de fazer a leitura do livro físico,  posso dizer que para mim nada substituirá a leitura real, seja ela em livro físico ou em ebook. O que importa é que quando nos sentamos para ler, tudo flui e nos conectamos de verdade com a história e com os personagens, e isso fez que eu gostasse muito mais de Drácula.
    O livro é composto basicamente por cartas e trechos de diário, o que torna a leitura bem interessante e nada monótona, em cada trecho conhecemos um pouco da característica de cada personagem e entendemos como cada um se sente durante a evolução do suspense. 
     Na primeira parte do livro acompanhamos Jhonathan em sua viagem para a Transilvânia e vamos entendendo o que está acontecendo por suas próprias palavras, pois lemos o  diário escrito todas as noites pelo próprio personagem, e assim conseguimos sentir na pele suas dúvidas e angústias. Ele foi enviado por seu chefe ao castelo do conde Drácula para ajudá-lo na sua mudança para Londres, porém a história se torna uma trama complexa, onde o personagem vai notando aos poucos que alguma coisa não está se encaixando muito bem, o seu anfitrião possui uma força sobre humana, nunca se alimenta, e então vamos sentindo a tensão do personagem aumentar até ele descobrir que é prisioneiro de um vampiro. 

"Não havia muita gente por ali naquele dia, e perto só estava um homem, um sujeito alto e magro, de nariz aquilino e barba pontuda grisalha. Tinha um olhar duro e frio, e olhos vermelhos, e não gostei dele, pois parecia que era com ele que os animais estavam irritados."

     O autor então encerra provisoriamente essa narrativa e passa para a segunda parte da história, onde conhecemos Lucy e Mina (noiva de Jhonatan), Dr. Van Helsing, Dr Seward e seu paciente Reinfield, Arthur e Quincey. Nessa segunda parte não temos a presença do conde Drácula de forma direta, ele está presente apenas pela influência que começa a causar nas pessoas, desde a profunda palidez e exaustão de Lucy, até as loucuras de Reinfield, e a aparição de Dr Van Helsing que é a cola que une todo o grupo, e o principal responsável pelo desfecho do livro. Tudo é contado agora pelos múltiplos pontos de vistas dos personagens o que deixa tudo mais dinâmico e curioso.

“... todos aqueles a quem eles causam a morte se tornam vampiros. Assim o círculo se alarga até o infinito, do mesmo modo que os que se formam à superfície da água, quando se lança nela uma pedra.”

     Um ponto que incomoda muito durante a leitura é o machismos exagerado, os homens da história são sempre muito inteligentes, bonitos e dispostos a fazer de tudo para salvar a donzela em apuros. E vivem falando sobre como a Mina é inteligente para uma mulher, e que ela parecia ter a mente de um homem pois possuía conhecimentos de taquigrafia, por exemplo, mas ainda assim, ela é impedida de se envolver na busca pelo conde pois era fraca e estava susceptível a ter sua emoções descontroladas, por isso precisava ser protegida. Mas vamos tentar dar um desconto pois o livro foi escrito em uma época em que isso realmente era um elogio as mulheres.
     Outro ponto legal de se destacar são os locais descritos de formas muito detalhada, criando um clima sombrio, uma paisagem obscura, sendo o livro classificado como literatura gótica.
    Essa é realmente uma história de terror com vampiros, que lida basicamente com o medo do sobrenatural, temos muita carnificina com direito a estacas, decapitações e vampiro mordendo o pescoço de criança. Então se você está esperando os vampiros da geração Crepúsculo, não vai encontrar por aqui. Nada contra, apenas um aviso para quem não é muito fã de livros de terror.

"Ah, o defeito da nossa ciência é querer explicar tudo. Quando não é capaz de fazê-lo, decreta que não há o que explicar. Ainda assim, porém, a cada dia vemos crescendo ao nosso redor crenças que se julgam novas. Como as belas senhoras na ópera. Suponho que você não acredite em transferência corporal. Não? Nem em materialização. Não? Nem em corpos astrais. Não? Nem em leitura de pensamentos. Não? Nem no hipnotismo...
    
    Beijos e até a próxima resenha... e não deixem de ler esse livro ... é um baita de um clássico... até mais ...



Espetando o coração com uma agulha

"Espetando o coração com uma agulha" é uma coletânea de poemas do poeta Ramai, escritos entre o outono e o inverno de 2018. Na obra, Ramai aborda temas delicados como a solidão e a tristeza enquanto expõe o seu lado mais humano e sensível com poemas curtos e intensos.













Título: Espetando o coração com uma agulha
Autor: Ramai
Ano: 2018
Editora: independente
Compre: Loja do autor


Sobre o autor: Ramai é um escritor e poeta Paraibano. Escreveu seus primeiros versos ainda menino, na escadaria da escola pública da sua cidade natal, e logo aos 19 lançou-se na poesia com seu primeiro livro, "Espetando o coração com uma agulha", que dominou a internet com seus versos curtos e intensos.








Resenha: Depois de um tempo lendo um poema por dia, finalmente acabei o livro do meu colega de curso Ramai, espetando o coração com uma agulha. Livro de produção independente lançado no ano de 2018 com 67 poemas ou “agulhas” no coração do leitor.


O livro começa com uma dedicatória genial, particularmente amei forte pois é algo inesperado, porém, é um ambiente comum a quem vive da escrita. Outro detalhe que achei belíssimo é arte da capa algo simples e profundo que retrata bem o titulo do livro. Ainda sobre o titulo do livro, tive a sensação que não foi atoa esse título, pois sentir que cada poema soou no coração como uma agulha.
Os poemas que compõem o livro são numerados, ou seja, nenhum poema possui um titulo são apenas o número e o poema na composição de cada página. Na sua maioria os poemas possuem ou são oriundos do que aparenta ser um termino de relacionamento, são pedaços do coração do eu lírico metamorfoseados em escritos que explicitam uma dor que se torna sensível ao leitor.


Durante a leitura demorada e nostálgica do livro sentir diversos sentimentos, como dor, agonia e frustração, são sentimentos que vão entrando de forma a espetar o coração. A escrita do Ramai não é um balaio de palavras difíceis para descrever sentimentos difíceis, mas são palavras claras, simples e verdadeiras que vão no coração como uma verdadeira agulha entrando a cada poema lido. A experiência de ter lido espetando  o coração com uma agulha foi de uma agonia  sem fim, porém, prazerosa pois sentir o real sentimento de cada palavra escrita naquelas páginas amarelas, Ramai é um escritor jovem porém com sentimentos de um velho escritor, poderia nomear diversos adjetivos para Ramai, porém só tem dois que nomeiam em sua essência: nostálgico e triste. 







Uma breve história da Literatura

             De Homero ao e-book.
     A literatura – formada pela tríade narrativa, lírica e drama – é a um só tempo forma de expressão e arte; fruto de sua época e de gênios individuais; testemunho de momentos históricos e devaneio fantástico. Na literatura, tudo é possível: sereias, vampiros, um narrador morto ou um personagem que rejuvenesce à medida que o tempo passa. É, em última análise, a mente humana no auge de seu talento para expressar e interpretar o mundo ao nosso redor.
Neste livro genial, o britânico John Sutherland aceitou o quase insano desafio de abordar, num volume curto e acessível, todo o espectro temporal da literatura, desde os tempos da mitologia transmitida de forma oral até os dias de hoje. E – sorte nossa! – a tarefa é desempenhada primorosamente.
     O autor segue (mais ou menos) cronologicamente não só os principais nomes e acontecimentos da literatura de língua inglesa, mas também da literatura universal. Assim, saímos das epopeias para em seguida passar pela tragédia na Grécia antiga, as formas literárias medievais, o advento da imprensa com Gutenberg, o teatro elisabetano e Shakespeare, por obras que prenunciavam o romance (Decameron, Gargântua e Pantagruel, Dom Quixote), a formação de um público leitor feminino que revolucionaria o mercado; a invenção dos direitos autorais; a literatura do século XX, com a experiência radical de duas guerras mundiais e seus reflexos (Woolf, Joyce, Kafka, Eliot; Beckett e o teatro do absurdo); o realismo mágico; as histórias em quadrinhos e a graphic novel.
     Sutherland não larga a pena ao chegar no século XX; trata de autores contemporâneos experimentais, do mercado editorial de hoje e suas premiações, de gêneros surgidos via internet, como a fanfiction, e dos caminhos que a literatura ainda poderá trilhar.
     Ao contrário do que se poderia esperar, Uma breve história da literatura é isento de dogmatismos: o autor não decreta o que o leitor deve ler; antes, mostra-se um entusiasta de que a literatura, esta multifacetada criação do gênio humano, seguirá – na forma, no gênero e no suporte que for – enriquecendo nossas breves existências.


Título: Uma breve história da Literatura
Autor: John Sutherland
Ano: 2017
Editora: L&PM
Número de páginas: 312
Compre: LPMAmazon



     Olá gente bonita, como andam vocês por aí? Está dando para suportar esse calorão???Hoje vim trazer a minha opinião sobre um livro um pouquinho diferente. Nessa obra o autor pretende fazer um breve relato sobre a história da literatura, mas como vocês já devem ter imaginado, seria praticamente uma missão impossível fazer isso em um livro de 300 páginas, logo o que temos é um recorte da Literatura focada essencialmente na literatura inglesa, com breves espaços para alguns gênios da literatura mundial, como Homero por exemplo.
    O livro é todo escrito em uma linguagem simples e bem direta, o autor não faz muitos rodeios e conta de forma breve sobre alguns períodos da Literatura, citando alguns livros clássicos e alguns autores conhecidos mundialmente e outros nem tanto. O livro é basicamente focado nos cânones, e para quem não é da área dá um embasamento bem legal para uma melhor apreciação de diversos livros, porém não espere nenhum aprofundamento ta?
     O livro inicia falando sobre a definição de literatura, mito, épica e tragédia, ou seja, faz um panorama sobre a Antiguidade Clássica, depois perpassa por assuntos como a obra de Shakespeare, os metafísicos, os revolucionários românticos, os poetas da guerra e os modernistas de 1922. O autor também traz alguns capítulos sobre alguns temas mais interessantes e atuais, como censura, racismo, cinema, best-sellers, livros digitais e alguns autores premiados.
     O autor John Sutherland é especialista em ficção vitoriana, literatura do século XX e na história da publicação, é professor da Universidade de Londres e já publicou dezoito livros, a maioria de crítica literária e biografias, logo com um autor com tamanho conhecimento, o livro mesmo sendo breve, nos encaminha pela Literatura nos dando um panorama básico sobre o assunto.
     Resumindo, a leitura desse livro não vai te trazer nenhum conhecimento aprofundado sobre a Literatura, porém para mim, que estou iniciando no estudo e no caminho dos livros, essa foi uma leitura super válida, pois me colocou dentro do panorama e me deu um conhecimento geral sobre como todos os movimentos literários e grandes escritores estão interligados. 
     Você já conhecia esse livro? Ficou interessada na proposta? Aguardo o retorno de vocês, e principalmente aguardo para saber a opinião de quem já leu. Beijos, beijos e até semana que vem com a resenha de Drácula...




Enquanto Você Dormia e Sob Sua Pele

Sinopse Enquanto Você Dormia: “Britt teve uma adolescência complicada. Com a morte dos pais na infância, foi criada pela avó, Faye, em uma comunidade pequena e religiosa e com o passar dos anos, era frequente que os outros apontassem e dissessem que ela tinha feito coisas das quais não se lembrava e com as quais jamais sonhou. Anos depois, ela se muda para uma cidade pequena e afastada, longe das pessoas que a julgaram, consegue um emprego e tenta a lidar com seus lapsos de memória isolando-se dos outros. O que era para ser um recomeço para Brittany, no entanto, acaba por torná-lo seu pesadelo mais vívido e sombrio. Visões estranhas em seu quintal, a presença constante de Elena, apagões cada vez mais longos e repentinos. A única certeza que ela tem é a de estar ficando louca de uma vez por todas. Suas investigações sobre o passado da cidade a levam de volta para Michael, seu chefe, que tem um envolvimento amoroso com Elena, e algo muito maior é revelado no cerne, transformando-a para sempre e transportando-a de volta a seu passado. E a seu pior pesadelo.


Sinopse Sob Sua Pele: "A novela segue os acontecimentos da idílica Troutman antes e depois do primeiro livro."

Título: Enquanto Você Dormia
Autor: Anne Holt Muller
Ano: 2018
Editora: Amazon
Número de páginas: 518
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Título: Sob Sua Pele
Autor: Anne Holt Muller
Ano: 2018
EditoraAmazon
Número de páginas: 96
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Crítica: Oi pessoal, tudo bem com vocês? Tô meio sumida né?? E por esse motivo quero iniciar essa resenha pedindo desculpas a minha miguxa e meu amoreco Anne Holt Muller por ter demorado tanto a trazer essa resenha, mas só por isso RESENHA DUPLA!!!!

Hoje vou falar de Enquanto Você Dormia e uma novela desse livro, Sob Sua Pela. Da mesma forma que tive dificuldades de postar aqui, tive dificuldade de ler esses livros, mas não porque não gostei, é que aconteceu muita coisa nesses últimos meses do ano e vocês imaginam como é né. Então vamos começar?

Enquanto você dormia foi um livro que me dividiu em duplas personalidades, a que amou, e a que não amou tanto assim. Meu lado suspense achou a ideia perfeita, meu lado odeio romance ficou com preguiça. Mas porque isso?? Vou explicar pra vocês (O que já bati altos papos com a autora sobre isso)

O livro é gigante, muita página, o que no caso não me incomoda muito, desde que seja envolto de suspense e que muita coisa aconteça. Conta a história de Britt que tem múltiplas personalidades e uma dela é Elena.

Britt não é nada carismática e Elena rouba a cena. Esta se apaixona por Michael e no início Britt fica brava, mas acaba se apaixonando por ele também, e isso me mata de raiva, pois ela praticamente rouba o Michael de Elena.

O triângulo amoroso, quase um quadrado é até muito interessante, apesar de achar que Britt não merece metade do que ganha e que Elena devia ser a principal de tudo. O que deixa tudo moroso é que tem muita, mas muita cena de romance, e pra mim isso é muito ECA. Sei que a maioria gosta, mas eu fico cansada de muito nhenhenhém hahaha. (Desculpa Anne)

Bom, agora porque odeio a Britt, apesar de não parecer ela é FRACA, se mete em confusão e quando o trem fica feio de verdade, ela some e deixa sua outra personalidade resolver, e aí tadinha da Elena que tem que limpar a bagunça de Britt (isso pode ser entendido literalmente, como figurativamente).

Mas prosseguindo, Britt se mete em uma enrascada com um “Culto” da cidade e tem que tentar resolver, descobre que pessoas queridas participam também desse culto e já não sabe mais em quem confiar, então, não posso falar mais pra não ter spoiller, mas é aí que a confusão começa. E termina de uma forma que fiquei louca para ler a novela pra entender o porquê.

Então vamos pra novela.

Comecei a ler e vi que agora novos personagens narram, e temos passado e futuro, tudo de bom. No passado conhecemos uma personagem nova, Isabela, e podemos rever Michael, seu irmão, Britt e Elena.

O irmão de Michael, Lachlan ganha uma participação maior, antes ele não fedia nem cheirava, agora se torna um personagem interessante.

Vemos um novo caso envolvendo o “culto” e ficamos louca pelo passado, para descobrir o que aconteceu no fim da história, e não é que Anne não me contou isso.

Terminei o conto querendo xingar (o que eu fiz) porque quero saber mais, porque quero entender, e acredito que vem continuação por aí (assim eu espero).

Sendo assim um livro que amo e odeio, mas que recomendo a todos, pois a Anne é sempre Genial (você pode conferir outras histórias que já resenhei por aqui).

Bjus, até a próxima.


Metas e desejos para 2019



     Olá marinheiros, acho que muito de vocês devem ter percebido que tiramos uma folguinha dos trabalhos do blog, apesar de ser nosso hobby e amarmos fazer isso, a equipe estava um pouco cansada e todos resolvemos tirar umas férias, agora, porém estamos voltando com tudo.
     2018 foi um ano que demorou para acabar e mesmo assim, foi um ano em que eu não consegui atingir as minhas metas literárias, tinha a intenção de ler 52 livros, porém eles não passaram de 37, mas apesar de não ter lido muito foi um ano de muitas realizações. 
     Acho que todos sabem por aqui que sou dentista especializada em Ortodontia, ou seja, sou especializada em tratamentos ortodônticos (aparelhos), eu amo a minha profissão, porém sempre tive vontade de fazer algo a mais, pois não me vejo passando a vida toda somente em um consultório, quero muito mais para mim, e acho que apenas uma profissão para a vida toda não me tornaria uma pessoa completa. Então esse ano eu decidi fazer uma faculdade por amor, e aos poucos ir acrescentando outras formas de trabalho em minha vida, comecei então uma faculdade à distância de Letras – Português, e com toda a minha carga de trabalho, associada as funções de casa e o marido, acaba que minhas leituras ficaram um pouco reduzidas, sem contar que um curso a distância exige muito mais disciplina que um curso presencial, pois todo o seu conhecimento depende apenas de você.
     Além da faculdade, esse ano eu me casei, mudei de consultório, fiz algumas viagens e me interessei mais por alguns outros assuntos, como política por exemplo. Mas esse ano, como já estou um pouco mais organizada e as novas tarefas já entraram na rotina, vou manter a minha meta de 52 livros e vou fazer o possível para atingi-la, vamos orar a Deus que eu consiga né...
     Para me incentivar um pouco resolvi entrar no clube do livro Nuvem Literária e participar do desafio no canal Literature-se. No clube do livro decidi participar nos meses que o livro escolhido me interessasse e caso você tenha curiosidade de conhecer aqui vai o link: Clube Nuvem Literária . A Ju Cirqueira, responsável do clube, é super competente e dedicada o que torna a leitura do livro mais agradável e produtiva, sem contar que conseguimos nos aprofundar em alguns temas importantes e participar de debates muito legais sobre a leitura do mês, o que abre o nosso campo de visão sobre a obra estudada. Em janeiro optei por não participar, pois o livro escolhido não encaixou com o meu espírito do momento e queria iniciar 2019 com muito foco, mas me comprometo a pelo menos ler conjuntamente com o clube seis livros indicados por eles esse ano.
     Já sobre o desafio Literature-se resolvi cair de cabeça e encarar todos os desafios, vou deixar link do canal Literature-se para vocês conhecerem um pouquinho mais do desafio: Canal Literature-se, que também traz uma ideia muito legal, além de me tirar totalmente da zona de conformo e me apresentar algumas teorias literárias que ainda não conheço muito. Cada mês possui um tema diferente e eu já defini a minha TBR para cada categoria:

1- Uma história muito conhecida (nem tanto pelo livro) – Drácula
2- Tragédia – Édipo Rei
3- Bildungsroman - No caminho de Swan
4- Folhetim – 20 mil léguas submarinas
5- Literatura gótica - Frankenstein 
6- Literatura fantástica - A bússola de ouro (kindle) 
7- Distopia - Neuromancer 
8- Roman à clef - Morte em Veneza 
9- Intertextualidade - Uns e outros  
10- Nouveau roman - A metamorfose (ebook) 
11- Contos - Medo Clássico volume 1 Lovecraft
12- Poesias - A princesa salva a si mesma neste livro

     Então me desejem sorte em 2019 e que todas as leituras possam ser proveitosas, desejo a vocês que todas as suas metas se realizem, sejam elas literárias ou pessoais, e possamos continuar juntos por muito tempo compartilhando o gostinho da leitura.....
     Feliz 2019 para todos.


Obs. Imagem do post retirada do site: Feninjer.com




Filme: Paraíso Perdido

Oi, pessoas, tudo bem? 




Sinopse: Dono da boate Paraíso Perdido, o patriarca José (Erasmo Carlos) faz de tudo para garantir a felicidade de seu clã: os filhos Angelo (Júlio Andrade) e Eva (Hermila Guedes), o filho adotivo Teylor (Seu Jorge) e os netos Celeste (Julia Konrad) e Imã (Jaloo). Unida pela música e por um amor incondicional, a excêntrica família encontra forças para lidar com seus traumas cantando clássicos da música popular romântica e atrai a curiosidade do misterioso Odair (Lee Taylor), um policial que cuida da mãe surda, uma ex-cantora (Malu Galli).










Resenha: 
Lançado em 31 de maio de 2018 com direção de Monique Gardenberg, que estava afastada do cinema desde Ó, Pai Ó, filme conta com Jaloo, Erasmo Carlos, Júlio Andrade, Seu Jorge, Lee Taylor (que me deixou sem folego em algumas cenas rsrs’), Hermila Guedes e entre outros grandes nomes.

O cenário principal do filme é uma boate/casa noturna no qual o titulo é o nome do filme, o Erasmo Carlos encarna a personagem José, o dono da boate e patriarca da família que reside na casa noturna. O paraíso perdido conta com diversas performances dos membros da família liderada por José. Clássicos do brega são cantados durante o longa de forma que desperta os sentimentos mais profundos, sentimentos esses que são retratados no longa de forma que se interliga a cena e a música de forma bem sublime. O brega não só está presente na música, está presente no modo de viver, esse modo exagerado de encara a vida, os amores, as dores e as situações complicadas imposta pela vida, o filme mostra bem isso através de diversas situações colocando muito bem o estilo brega como maneira de ver algo, um exemplo são os casos amorosos, no filme não existem padrões ou limites para o amor, apenas existe a liberdade de amar quem você desejar. O longa desenvolve de maneira bem rápida cada personagem, de maneira que conseguimos entender os conflitos de cada uma das personagens, e todos esses conflitos acabam em alguma cena belíssima com alguma interpretação de alguma música de forma bem majestosa.




Outro destaque é a atuação do Jaloo, o cantor encarna a personagem do neto do dono da boate, o mesmo se apresenta de maneira transvestida e atende pelo nome de Imã.  Imã é responsável por introduzir no filme diversos questionamentos, como: o a sexualidade, o gênero. A personagem protagoniza diversas cenas importantes como o inicio e motivo da trama principal que é a entrada do Odair no enredo do longa, já que o mesmo vira segurança da Imã após uma agressão que o cantor transvestido sofre.  



O longa é responsável por mostra ao telespectador como a música é uma forma de aliviar as dores e conflitos da vida, a ligação dos conflitos da vida com a música fica bem clara no filme, e acaba gerando uma empatia com as tramas das personagens. Encaro o filme como uma experiência muito crua no sentido de mostra e conversar sobre os sentimentos de cada um, já que no filme a família do “paraíso perdido” compreende bem cada sentimento que o outro tem, é uma lição às avessas sobre empatia, que é justamente um sentimento que está em escasso na sociedade brasileira.


“Eu já não consigo mais viver dentro de mim, e viver assim é quase morrer…
Venha me dizer sorrindo que você brincou, e que ainda é meu, só meu o seu amor.”



Rio Vermelho

Sinopse: “Você acredita nele... então porque está com tanto medo? 
Uma combinação perfeita de A Sangue Frio e Making a Murder! Como confrontar quem você ama quando você não tem certeza se quer saber a verdade?
Há vinte anos, Dennis Danson foi preso pelo assassinato brutal de uma jovem no condado de Red River, na Flórida. Agora ele é o assunto de um documentário sobre crimes reais que está lançando um frenesi online para descobrir a verdade e libertar um homem que foi condenado erroneamente. A mil milhas de distância na Inglaterra, Samantha está obcecado com o caso de Dennis. Ela troca cartas com ele e é rapidamente conquistada por seu aparente charme e bondade para ela. Logo ela deixou sua velha vida para se casar com ele e fazer campanha para sua libertação. Mas quando a campanha é bem sucedida e Dennis é libertado, Sam começa a descobrir novos detalhes que sugerem que ele pode não ser tão inocente...






Título: Rio Vermelho
Autor: Amy Lloyd
Ano: 2018
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 276
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Crítica: Fala Marujos, Rio Vermelho é mais do que promete, mas se não olhar pro lado certo talvez você não compreenda aonde a autora queria chegar, o livro foi cedido pela editora e foi uma surpresa e tanto para mim.


Adiei um pouco a leitura do mesmo por ter visto muitas críticas negativas, e acabei percebendo que foi a melhor escolha, pois dessa forma consegui apreciar e captar todas as mensagens do livro.

Bom, como diz a sinopse, a história é sobre Dennis e seus possíveis assassinatos ou sua possível inocência, mas isso tudo é visto pelos olhos de Samantha. Sam é uma mulher solitária que acaba se envolvendo com o caso de Dennis e após se corresponder com ele por cartas se vê completamente apaixonada.

O livro promete um grande suspense, mas ao meu ver é muito mais do que ele matou ou não matou, percebi que a história é sobre Sam e não sobre Dennis.

Ela é uma mulher amargurada, que após sair de um relacionamento abusivo, se torno insegura, infeliz e solitária, mostra o trauma que essa relação causou a Sam. Vemos uma mulher que sua solidão era tão grande que procurou por um presidiário, pois acredita que é o tipo de amor que ela merece. Ao longo do livro, vamos percebendo que ela é uma mulher manipulada para acreditar que ela é Merda (desculpa o palavriado). Mark, seu ex namorado durante três anos, mexeu com sua cabeça.

E percebemos que Sam comete um erro e é culpada de uma forma em que todos a fazem acreditar ser Louca. Sam se vê feia, gorda e esquisita, e quando se encontra com Dennis após sua libertação, por se achar tão ruim, ela simplesmente aceita uma relação indigesta.

O livro acaba se arrastando pelo cotidiano dos dois após a saída de Dennis e se desenrola nas poucas páginas finais, mas o que pra mim foi suficiente pois em cada página eu conseguia entender mais ainda que aquilo não se tratava de um presidiário, mas de uma mulher ferida.

O final do livro me deixou completamente sem chão, Sam está doente, e ninguém percebe, como ela teve capacidade de aceitar as coisas da forma que acontecem, só comprova o tamanho do medo dela, e que infelizmente vemos esse medo na maioria das mulheres. Todas nós mulheres já sentimos esse medo alguma vez na vida. (só não quero dar Spoiller)

O que mais me indigna é saber que muitas mulheres acreditam que são feias, esquisitas, gordas, loucas e muito mais porque homens a fizeram acreditar nisso. E gostaria de dizer a todas as Samathas por ai: “Você é linda, inteligente, você consegue sim e é capaz, não acredite que um relacionamento vai fazer de você alguém, você não precisa de ninguém para existir, apenas acredite em você.”

Posso dizer que amei esse livro, mas não sei se esse era o intuito da autora, só sei que essa foi a mensagem que ela deixou para mim.

Bjus, até a próxima.