Filme: Paraíso Perdido

Oi, pessoas, tudo bem? 




Sinopse: Dono da boate Paraíso Perdido, o patriarca José (Erasmo Carlos) faz de tudo para garantir a felicidade de seu clã: os filhos Angelo (Júlio Andrade) e Eva (Hermila Guedes), o filho adotivo Teylor (Seu Jorge) e os netos Celeste (Julia Konrad) e Imã (Jaloo). Unida pela música e por um amor incondicional, a excêntrica família encontra forças para lidar com seus traumas cantando clássicos da música popular romântica e atrai a curiosidade do misterioso Odair (Lee Taylor), um policial que cuida da mãe surda, uma ex-cantora (Malu Galli).










Resenha: 
Lançado em 31 de maio de 2018 com direção de Monique Gardenberg, que estava afastada do cinema desde Ó, Pai Ó, filme conta com Jaloo, Erasmo Carlos, Júlio Andrade, Seu Jorge, Lee Taylor (que me deixou sem folego em algumas cenas rsrs’), Hermila Guedes e entre outros grandes nomes.

O cenário principal do filme é uma boate/casa noturna no qual o titulo é o nome do filme, o Erasmo Carlos encarna a personagem José, o dono da boate e patriarca da família que reside na casa noturna. O paraíso perdido conta com diversas performances dos membros da família liderada por José. Clássicos do brega são cantados durante o longa de forma que desperta os sentimentos mais profundos, sentimentos esses que são retratados no longa de forma que se interliga a cena e a música de forma bem sublime. O brega não só está presente na música, está presente no modo de viver, esse modo exagerado de encara a vida, os amores, as dores e as situações complicadas imposta pela vida, o filme mostra bem isso através de diversas situações colocando muito bem o estilo brega como maneira de ver algo, um exemplo são os casos amorosos, no filme não existem padrões ou limites para o amor, apenas existe a liberdade de amar quem você desejar. O longa desenvolve de maneira bem rápida cada personagem, de maneira que conseguimos entender os conflitos de cada uma das personagens, e todos esses conflitos acabam em alguma cena belíssima com alguma interpretação de alguma música de forma bem majestosa.




Outro destaque é a atuação do Jaloo, o cantor encarna a personagem do neto do dono da boate, o mesmo se apresenta de maneira transvestida e atende pelo nome de Imã.  Imã é responsável por introduzir no filme diversos questionamentos, como: o a sexualidade, o gênero. A personagem protagoniza diversas cenas importantes como o inicio e motivo da trama principal que é a entrada do Odair no enredo do longa, já que o mesmo vira segurança da Imã após uma agressão que o cantor transvestido sofre.  



O longa é responsável por mostra ao telespectador como a música é uma forma de aliviar as dores e conflitos da vida, a ligação dos conflitos da vida com a música fica bem clara no filme, e acaba gerando uma empatia com as tramas das personagens. Encaro o filme como uma experiência muito crua no sentido de mostra e conversar sobre os sentimentos de cada um, já que no filme a família do “paraíso perdido” compreende bem cada sentimento que o outro tem, é uma lição às avessas sobre empatia, que é justamente um sentimento que está em escasso na sociedade brasileira.


“Eu já não consigo mais viver dentro de mim, e viver assim é quase morrer…
Venha me dizer sorrindo que você brincou, e que ainda é meu, só meu o seu amor.”



Rio Vermelho

Sinopse: “Você acredita nele... então porque está com tanto medo? 
Uma combinação perfeita de A Sangue Frio e Making a Murder! Como confrontar quem você ama quando você não tem certeza se quer saber a verdade?
Há vinte anos, Dennis Danson foi preso pelo assassinato brutal de uma jovem no condado de Red River, na Flórida. Agora ele é o assunto de um documentário sobre crimes reais que está lançando um frenesi online para descobrir a verdade e libertar um homem que foi condenado erroneamente. A mil milhas de distância na Inglaterra, Samantha está obcecado com o caso de Dennis. Ela troca cartas com ele e é rapidamente conquistada por seu aparente charme e bondade para ela. Logo ela deixou sua velha vida para se casar com ele e fazer campanha para sua libertação. Mas quando a campanha é bem sucedida e Dennis é libertado, Sam começa a descobrir novos detalhes que sugerem que ele pode não ser tão inocente...






Título: Rio Vermelho
Autor: Amy Lloyd
Ano: 2018
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 276
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Crítica: Fala Marujos, Rio Vermelho é mais do que promete, mas se não olhar pro lado certo talvez você não compreenda aonde a autora queria chegar, o livro foi cedido pela editora e foi uma surpresa e tanto para mim.


Adiei um pouco a leitura do mesmo por ter visto muitas críticas negativas, e acabei percebendo que foi a melhor escolha, pois dessa forma consegui apreciar e captar todas as mensagens do livro.

Bom, como diz a sinopse, a história é sobre Dennis e seus possíveis assassinatos ou sua possível inocência, mas isso tudo é visto pelos olhos de Samantha. Sam é uma mulher solitária que acaba se envolvendo com o caso de Dennis e após se corresponder com ele por cartas se vê completamente apaixonada.

O livro promete um grande suspense, mas ao meu ver é muito mais do que ele matou ou não matou, percebi que a história é sobre Sam e não sobre Dennis.

Ela é uma mulher amargurada, que após sair de um relacionamento abusivo, se torno insegura, infeliz e solitária, mostra o trauma que essa relação causou a Sam. Vemos uma mulher que sua solidão era tão grande que procurou por um presidiário, pois acredita que é o tipo de amor que ela merece. Ao longo do livro, vamos percebendo que ela é uma mulher manipulada para acreditar que ela é Merda (desculpa o palavriado). Mark, seu ex namorado durante três anos, mexeu com sua cabeça.

E percebemos que Sam comete um erro e é culpada de uma forma em que todos a fazem acreditar ser Louca. Sam se vê feia, gorda e esquisita, e quando se encontra com Dennis após sua libertação, por se achar tão ruim, ela simplesmente aceita uma relação indigesta.

O livro acaba se arrastando pelo cotidiano dos dois após a saída de Dennis e se desenrola nas poucas páginas finais, mas o que pra mim foi suficiente pois em cada página eu conseguia entender mais ainda que aquilo não se tratava de um presidiário, mas de uma mulher ferida.

O final do livro me deixou completamente sem chão, Sam está doente, e ninguém percebe, como ela teve capacidade de aceitar as coisas da forma que acontecem, só comprova o tamanho do medo dela, e que infelizmente vemos esse medo na maioria das mulheres. Todas nós mulheres já sentimos esse medo alguma vez na vida. (só não quero dar Spoiller)

O que mais me indigna é saber que muitas mulheres acreditam que são feias, esquisitas, gordas, loucas e muito mais porque homens a fizeram acreditar nisso. E gostaria de dizer a todas as Samathas por ai: “Você é linda, inteligente, você consegue sim e é capaz, não acredite que um relacionamento vai fazer de você alguém, você não precisa de ninguém para existir, apenas acredite em você.”

Posso dizer que amei esse livro, mas não sei se esse era o intuito da autora, só sei que essa foi a mensagem que ela deixou para mim.

Bjus, até a próxima.

Autores Parceiros: Bruno Miquelino, Sinéia Rangel e Rodolfo Andrade


Fala marujos, hoje mais novos membros da tripulação do Âncora Literária, três autores novos que vão embarcar com a gente e nos guiar por várias histórias, prontos para conhecê-los?

Bruno Miquelino: Nasceu em Lins, interior de São Paulo, e atualmente mora em Barueri, São Paulo. Formado em Relações Internacionais pela PUC-SP, trabalha na área de Supply Chain há cerca de oito anos, em grandes multinacionais. Apaixonou-se pelo mundo das palavras através das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica e cresceu cercado por livros de diversos autores e gêneros. Desde pequeno, arriscou-se escrevendo crônicas, ensaios e poemas e consagrou-se como autor de romances.



Pegue seu celular, abra o aplicativo do Youtube e procure por “viajante do tempo Charles Chaplin”. Você, na certa, encontrará uma enxurrada de vídeos mostrando uma mulher vestindo um chapéu e um casaco pretos, nos bastidores do filme “O Circo”, falando no celular em plena década de 1920! O que esses vídeos não vão lhe dizer, entretanto, é que essa mulher é Beatriz Prata e ela trabalha para uma empresa chamada Deja Vu, cujo principal produto é transportar pessoas do passado para o futuro, para que elas adquiram outra identidade, longe dos holofotes, da polícia, de seus problemas, enfim, do que for. Beatriz só precisava levar o grande Charles Chaplin para o futuro, mas inúmeras coisas dão errado e ela se vê presa no início do século XX, sem ter como voltar para seu presente. Esse livro é o registro que vai pulverizar as teorias da conspiração de vez, com um enredo de mistério, perseguição e aventura. Prepare-se para viajar junto com Beatriz!

Sinéia Rangel: Nasceu em Mutuípe, no interior da Bahia, encontrou nos livros o passaporte para um mundo de sonhos e fantasias que transformaria a sua vida. Geminiana de carteirinha, era difícil não viajar além das histórias, criando e recriando enredos, assim passou a escrever e dar forma aos inúmeros pensamentos que habitavam sua mente. Bookaholic, cinéfila, chocólatra e musicólatra, Sinéia é amante de rock, poesias e histórias de amor.




*LIVRO ÚNICO* ROMANCE REGIONALISTA*
Aos olhos dos outros, Catarina Albuquerque é uma mulher superficial e egoísta. À primeira vista, ninguém saberia a profundidade das suas angústias.Intimada por seu pai para voltar ao Brasil, ela não sabia o que a esperava quando chegou ao haras, no interior da Bahia. Percebeu que a sua estadia seria tão complicada quanto emocionante ao conhecer Vítor Lobato. Um peão chucro, rude e com quem teria que aprender a conviver.Ela tem um ano. Exatos 365 dias para provar que pode enfrentar os seus fantasmas e assumir as rédeas da sua vida. Então poderá decidir-se entre ir embora ou ficar.Que Freud a ajude!

E-book , Físico (EM PRÉ-VENDA ATÉ 15/12)

Rodolfo Andrade: É graduado em Letras e atualmente cursa Jornalismo. Escreve contos, crônicas e poemas e ama o que faz desde os 16 anos. É autor dos livros Contos e Músicas: uma parceria que deu certo e 30 contos para se ler nas férias (este último lançado em 2018 pela Editora Kazuá). Além disso, participou das antologias Mundo, da Editora Cogito, com seu “Poema das Músicas Internacionais” e Aquarela, da Andross Editora, com o conto “Amizade de Verdade”.




Dizem que quando algo é preparado sem pressa há uma maior possibilidade de sair coisa muito boa dali. E essa coletânea é fruto de um trabalho de cinco anos entre escrita, seleção dos textos, ilustrações e organização final. Tudo com muita calma para entregar o melhor aos leitores que tiverem a oportunidade de ler esse livro. Assim como um cantor trabalha para colocar as melhores canções em um CD, a ideia aqui foi colocar os melhores 30 contos para se ler nas férias. Você pode ler um por dia ou devorar da forma que quiser as histórias inseridas nessa coletânea. Tem humor, romance, reflexões sobre a vida. Tem ação também. E têm as ilustrações perfeitas para cada conto feitas com todo carinho pela Carina Teles e seu modo singular e incrível de dar vida aos personagens.


Logo mais voltarei com respectivas resenhas. Acompanhem.
Bjus até a próxima.

Capacetinho Vermelho e Poemar

Em um reino nada distante daqui, mora uma jovem muito descolada e moderninha chamada Capacetinho Vermelho. Dizem por aí que ela é tatatatatataraneta de uma conhecida senhora chamada Chapeuzinho Vermelho. Se isso é verdade eu não sei, mas, se você reparar bem, sua história, apesar de não ter cesta de doces para a vovozinha, caçador e nem lobo mau, até parece um conto de fadas, ou melhor, um conto de moto... ou será um conto de atropelos? Entre nesta história e descubra uma das muitas aventuras vividas por Capacetinho Vermelho em sua moto envenenada, quer dizer... encantada.


Título: Capacetinho Vermelho
Autor: Lilia Rodrigues
Ano: 2016
Editora: Lura editorial
Número de páginas: 20
Compre: Livraria da Lura



Bailarina, picolé, lagartixa, retalhos, cachorro…   Tudo que cabe no sonho de uma criança, cabe em um poema.   Poemar é brincar de inventar…  Poemar é mergulhar a poesia, na água fria, e deixar a maré levar.  Poemar é uma onda de palavras, na imensidão do mar.






Título: Poemar
Autor: Lilia Rodrigues
Ano: 2017
Editora: Lura editorial
Número de páginas: 19
Compre: Livraria da Lura


    Olá gente bonita, hoje venho aqui com uma proposta diferente para vocês, vim apresentar dois livros da autora Lilia Rodrigues que são publicados pela Lura Editorial no selo Lurinha, voltado para o público infantil.
   Lilia Cristina é contadora de histórias, escritora e pedagoga. Mora no Rio de Janeiro e no ano de 2015, lançou seu primeiro livro infantil, “Capacetinho Vermelho”. A autora cresceu ouvindo seu pai contar histórias e, passou sua infância escrevendo contos e poemas, os quais, só teve coragem de publicar a partir de 2015.
      Li os dois livros hoje a tarde antes de dá-los ao meu sobrinho e resolvi trazer aqui a minha opinião para vocês. 
      Sobre o Capacetinho Vermelho achei a história forte e impactante, com uma lição de moral que é super válida. É um livro que reconta o conto de fadas Chapeuzinho vermelho, porém, nos tempos atuais, onde o lobo mau pode ser o seu melhor amigo, e te levar a fazer coisas que sabe que não são corretas. O livro ensina as crianças sobre a importância do respeito as regras, e que quando a gente opta por não segui-las, coisas ruins acontecem.
    Poemar foi o meu xodózinho e conquistou o meu coração,  achei super tocante e sensível, eu amei a leveza e o cuidado com que a autora trata sobre temas importantes, além de levar a poesia para as crianças de forma gostosa. É um livro que conta como as crianças se sentem em determinadas situações, e como se relacionam com sua família. A autora com rimas simples e gostosas trata de assuntos relevantes, devendo também ser lido por alguns papais por aí.
     Resumindo, esses são dois livros super indicados para você começar a introduzir seus filhos, sobrinhos ou alunos no maravilhoso mundo da Literatura.
       Beijos e até a próxima...







Coração de poeta, em prosa e verso


Autor da letra do hino do estado do Rio de Janeiro e patrono da cadeira 42 da Academia Fluminense de Letras, Antônio José Soares de Souza Júnior foi um dos escritores brasileiros mais aplaudidos no século XIX. Atuou com sucesso em todos os ramos da literatura. Abolicionista e republicano, o escritor, jornalista, engenheiro, tradutor e funcionário público Soares de Souza Júnior defendeu o respeito aos direitos humanos em todas as dimensões, por meio de uma vasta obra literária composta por reportagens, crônicas, contos, poesias, romances-folhetins, traduções, dramas e comédias teatrais.Com o objetivo de demonstrar a sua importância literária e de começar a resgatar o seu legado, Coração de Poeta, em prosa e verso é a primeira obra já escrita especificamente sobre ele, com informações biográficas, recortes de jornais e transcrições de críticas da época (primeira parte), além de uma pequena antologia de poesias (segunda parte) e de contos (terceira parte).

Título: Coração de poeta em prosa e verso
Autor: Marcos Mônaco
Ano: 2018
Editora: Lura editorial
Número de páginas: 256



     Olá gente bonita, hoje estou aqui para trazer para vocês uma resenha de um livro da nossa parceira lura editorial. Eu solicitei esse livro, primeiro por ser uma biografia, e eu amo biografias, e segundo por se tratar de um livro misto. Mas como assim um livro misto????? Na primeira parte do livro o autor, Marcos São Mateus Mônaco, se dedicou a fazer uma relato sobre a vida do escritor Soares de Souza Júnior e todas as suas peças teatrais e recortes de jornais e transcrições de criticas que ele conseguiu encontrar durante sua pesquisa, na segunda e terceira partes, ele traz, respectivamente, uma coletânea de poesias e de contos escritas por Soares.
     Então, primeiro vou falar um pouco sobre o autor do livro,  Marcos Mônaco nasceu em Ilhéus/BA -minha terrinha amada - e é graduado em Administração pela UFBA e pós-graduado em Responsabilidade Social Empresarial pela Universidade de Alcalá de Henares na Espanha e MBA em Gestão do Comércio Internacional pela UNIFACS. Hoje em dia ele é servidor público do Tribunal Regional do Trabalho. Marcos então de forma super interessante, se depara com o nome de Antônio José Soares de Souza Junior e começa então a pesquisar sobre a sua vida, e a medida que ia se aprofundando, mais tinha vontade de conhecer e de resgatar sua importância literária e seu legado para o Brasil.
   Antonio José de Soares Junior foi engenheiro, poeta, teatrólogo, jornalista, educador, político, autor do hino oficial do Estado do Rio de Janeiro, e patrono da cadeira 42 da Academia Fluminense de Letras, um homem cuja a retidão de caráter era muito conhecida, sendo um dos dramaturgos mais aplaudidos no Brasil do século XIX, ele faleceu aos 42 anos de idade de tisica.

" Soares de Souza Júnior foi um incansável lutador pelos direitos humanos, defendendo as ideias de liberdade, em diferentes níveis. Abolicionista e Republicano convicto, utilizou sua obra literária em busca desses ideais.  Defendeu a liberdade de um povo brutalmente escravizado, defendeu a independência política e econômica para o seu país, defendeu a dignidade dos excluídos da sociedade, exigiu lisura da classe política no trato da coisa pública."

  Sobre a segunda parte, vou fazer um comentário superficial, até porque não tenho o hábito de ler poesias, elas não mexem muito comigo, portanto não tenho o conhecimento para entrar em detalhes. Sua antologia é composta de diversos poemas, a grande maioria envolvendo problemas sociais como racismo e escravidão. Vou colocar um trecho do poema "Sobre o 7 de setembro", que achei interessante e acabou se tornando o meu favorito:

"Brava gente, então, que é isso?  /  Não cantais mais nada, nada  /  Não caís mais no serviço  /  Da saudosa patriotada?  // Pois então, em fogo ardente,  /  Não cantais a mãe "gentil"?  /  Já por solta, ó brava gente,  /   Não morremos pelo Brasil?  //  ..."

   Na terceira parte, encontramos alguns contos sensacionais, e outros nem tanto, mas o que mais me admira em Soares Júnior é a capacidade de fazer críticas sociais de forma tão leve e engraçada, na primeira parte conhecemos o tema de algumas de suas peças, sempre voltadas para a crítica de forma mais cômica, e nos contos não é diferente. O conto "Quem tudo quer... tudo perde!" Me rendeu algumas risadas e achei super interessante. E aqui vai um trechinho desse conto para deixar vocês com um gostinho que quero mais:

"Como a escrituração de seu coração e por partidas dobradas, nos vamos procurar quem a faça por partidas simples.  Temos muito medo de complicações nesses negócios."

    Então, resumindo, eu achei super interessante a leitura desse livro, o Marcos Mônaco soube organizar toda a sua pesquisa de forma bem didática com fotos de jornais da época, o que tornou a leitura bem lúdica, além de trazer muito conhecimento agregado. Só nos resta agora agradecer por todo o seu trabalho e por não ter deixado o nome desse escritor nacional, que merece ser conhecido por todos e que carrega junto de si toda a história do Brasil no século XIX, terminar no esquecimento. 
    Leitura super recomendada para quem procura um pouco mais de conhecimento sobre a nossa literatura nacional e de como nossa história foi construída.
     Beijos e até a próxima...




Os 12 Signos de Valentina

Sinopse: “Isadora é ariana e seu ex namorado pisciano... Inferno astral! Em busca da combinação astrológica perfeita, ela cria um blog para relatar suas experiências. Isadora descobriu da pior forma possível que o namorado a traíra. E com sua melhor amiga, ainda por cima! A estudante de jornalismo entra numa fossa sem fim. Sem nenhum estágio à vista, ela se afoga em filmes feitos para chorar, pizza e em sua mais nova obsessão: stalkear o perfil do ex namorado no Facebook. Até descobrir exatamente o que deu errado entre ela e Lucas: seus signos são incompatíveis. Basta encontrar um rapaz de libra e seu mundo entrará nos eixos novamente. Com a nova obsessão e a desculpa do trabalho final de jornalismo online, uma reportagem investigativa sob um pseudônimo, Isadora une o útil ao agradável e cria um blog para relatar a experiência: Os 12 signos de Valentina. Já que precisa encontrar o libriano perfeito, por que não aproveita e experimenta os outros signos do zodíaco para ter certeza mesmo?”





Título: Os 12 Signos de Valentina
Autor: Ray Tavares
Ano: 2017
Editora: Galera Record
Número de páginas: 392
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Crítica: Fala Marujos, hoje vamos falar de um livro que eu não tinha pretensão de ler tão cedo, aí teve um evento na minha cidade, e a queridíssima e linda Ray Tavares esteve aqui e por esse mesmo motivo acabei adquirindo o exemplar.

Como coincidiu que eu estava criando um clube do livro na região e a autora estava vindo para cá resolvemos que o livro do mês seria ele “Os 12 signos de Valentina”. Confesso que não tinha expectativas com o livro até conhecer a autora, que além de uma fofa é super engraçada e pensei, se o livro for como ela, eu vou gostar!!! Então, Batata!!!! Uma das melhores leituras de 2018.


Bom então, após traída, bêbada e descobrindo que o problema é dos Signos (o que não vou me alongar, vejam o vídeo ou leiam a sinopse), ela resolve sair com um garoto de cada signo, o que já é uma ideia ótima, e ainda resolve publicar sobre isso em um blog, o que torna tudo muito mais legal.

Isa é nada mais nada menos que uma comédia ambulante, ela é engraçada de natureza. Eu não costumo rir em livros e estava me perguntando como alguém ri lendo assim, quando vi eu já estava gargalhando.

Ray consegue trazer um contexto social que estamos vivendo hoje e que me diverti concordando com Isadora, traz os problemas cotidianos de toda garota de uma forma inusitada e carregada de emoção.

Gente eu chorei, eu ri, eu me emocionei, eu marquei o livro todo, eu simplesmente Amei todos os personagens, e odiei os que deveríamos odiar.

O livro foi particularmente doloroso no início para mim, não sou de ficar me expondo, mas como a maioria sabe eu namoro a nove anos, e ver o que aconteceu com a Isa e seu relacionamento me cortou profundamente o coração, e cenas mais adiantes, envolvendo recomeço e desprendimento me fizeram chorar. Sério, não sei o que seria de mim sem meu namorado, e imagino o que Isa passou. (Simmmm isso é uma declaração pública, meu amor)

Bom mas vamos ao que interessa, o livro tem um fim mais que digno e quero mais Isadora, quero mais Andrei, quero um livro só da Marina com o Rodrigo, e eu simplesmente imploro, escreva mais Ray!!!!

Super Recomendo, um dos melhores do ano.

Bjus, até a próxima.

O idiota

Sinopse: "Escrito em meio a crises de epilepsia, perturbações nervosas, viagens — e sob a pressão de severas dívidas de jogo —, O Idiota é um desses livros em que o leitor reconhece de imediato a marca do gênio. Nele, Dostoiévski constrói um dos personagens mais impressionantes de toda a literatura mundial — o humanista e epilético príncipe Míchkin, mescla de Cristo e Dom Quixote, cuja compaixão sem limites vai se chocar com o desregramento mundano de Rogójin e a beleza enlouquecedora de Nastácia Filíppovna. Entre os três se agita uma galeria de personagens de extrema complexidade, impulsionados pelos sentimentos mais contraditórios — do amor desinteressado à canalhice despudorada —, conferindo a cada cena uma intensidade alucinante que nunca se dissipa nem perde o foco. A tradução de Paulo Bezerra, a primeira realizada diretamente do russo em nosso país, traz para o leitor brasileiro toda a força da narrativa original."

Sinopse HQ: "“Em preto e branco, e num registro quase sem palavras, André Diniz propõe uma recriação surpreendente de O idiota, obra máxima de Fiódor Dostoiévski. Publicado em 1869 e escrito em meio a crises epilépticas e perturbações nervosas e sob a pressão de severas dívidas de jogo, o romance é um dos mais célebres da literatura mundial. Sua oralidade intensa encontra na explosão e na fluidez, na ternura e na enorme capacidade expressiva do traço de Diniz, uma correspondência única. A história é conhecida: após anos internado num sanatório suíço para tratar sua epilepsia, o jovem Míchkin retorna à Rússia e se vê envolvido num triângulo amoroso cujos ares folhetinescos darão o tom desta adaptação. Entre a vilania de Rogójin, um devasso perdulário que dilapida a fortuna herdada de seu pai, e a beleza arrebatadora de Nastácia Filíppovna, acompanharemos Míchkin e sua pureza quixotesca até o desenlace desta bela e trágica graphic novel.”

Título: O Idiota
Autor: Fyódor Dostoievski
Ano: 2015
Editora: Editora 34
Número de páginas: 688
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Título: O Idiota
Autor: André Diniz
Ano: 2018
EditoraQuadrinhos na Cia.
Número de páginas: 416
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Crítica O Idiota: Olá gente bonita, como vão vocês? Dessa vez eu e a Rafa viemos trazer para vocês uma resenha conjunta do livro O idiota e de sua HQ. Então vou dar uma breve introduzida no contexto e já dou a minha opinião para vocês.

O idiota foi um livro escrito pelo autor russo Fyódor Dostoievski em sua fase já madura e no meio de uma crise pessoal, e esse livro reflete bem o momento que o autor estava passando, principalmente por ele ser repleto de altos e baixos. O personagem principal desse livro o Lev Nikolayevich Mishkin foi criado com a intensão de ser uma mistura de características entre Jesus Cristo e Dom Quixote, ou seja, um personagem extremamente bondoso, que por viver em um mundo ruim e vil, adquire ares de comicidade, ou seja, de idiota.

Príncipe Mishkin é órfão de pai e mãe e foi criado por um amigo da família que após uma certa idade teve que enviá-lo para se tratar na Suíça, pois o mesmo sofria de epilepsia, e isso naquela época era uma doença grave, que mexia com os "nervos", tornando a pessoa fraca e doente. Porém, após 4 anos de tratamento, uma certa melhora do seu quadro e o falecimento do seu protetor, ele descobre que terá direito a uma herança e decide volta para a Russia, pois o seu médico já estava a lhe sustentar havia um certo tempo após a morte do seu bem-feitor.

Ao voltar para a Russia de trem para São Petersburgo, o príncipe conhece o espertalhão Rogójin, e um funcionário do governo chamado Liébediev, que serão personagens importantes durante todo o livro. Já no trem Liev houve falar pela primeira vez de Nastácia Filipnovna. Ao chegar em São Petersburgo o príncipe vai diretamente procurar sua única parente que ainda esta viva, Lisavieta, e ali conhece suas três filhas, entre elas Aglaia.

E é nessa dicotomia entre Nastácia, uma personagem extremamente bela, porém vil e manipuladora e Aglaia, uma personagem também bela, porém com uma doçura e ingenuidade juvenil, que a história se desenrola. O mais importante foco dessa narrativa é demonstrar que por o príncipe ser uma pessoa extremamente boa e não ver maldade em ninguém a sociedade o considera idiota, e por isso ele sofre uma manipulação constante de Nastácia, mesmo sem amá-la.

Michkin não segue nenhuma ordem pre-estabelecida, ele nunca enxerga apenas o seu lado, pelo contrário, coloca todas as pessoas a sua frente e por isso sua felicidade nunca é um objetivo. O personagem é tímido, carinhosos, cuidadoso, generoso, com uma alma tão pura quanto de uma criança e nos ensina a amar até quem nos faz o mal. Ele produz um grande efeito sobre todos que o conhecem, sendo sempre muito estimado apesar de muitas vezes não corresponder as expectativas da sociedade.
– Agora eu nunca mais vou considerá-lo um patife – disse o príncipe – ainda há pouco eu já o considerava totalmente um malfeitor, e de repente o senhor me alegrou muito – eis uma lição: não julgue se não tem experiência. Agora eu vejo que não se pode considerá-lo não só um malfeitor como também um homem demasiadamente estragado. Para mim o senhor é apenas uma pessoa das mais comuns que pode existir, apenas muito fraca e nem um pouco original.

Agora falando um pouco sobre a escrita, não é uma leitura leve e fluida, o texto muitas vezes é truncado, cheio de descrições e diálogos imensos. Porém, como todo clássico, vale muito a pena tentar desbravar cada página desse calhamaço, pois ele terá muita coisa a acrescentar para a sua vida. E para mim o maior questionamento do livro é se realmente vale a pena ser tão bom com as outras pessoas a ponto de se esquecer do que realmente te faz feliz.

Essa foi uma leitura difícil de ser completada, porém extremamente gratificantes, pois nos mostra a sociedade de um jeito bem exagerado, mas que se encaixa em alguns estereótipos do mundo atual. Recomendo a leitura desse livro, mas vá lê-lo sabendo que será difícil, mas que no fim, todo o esforço vai compensar.







Crítica HQ: Fala Marujos, infelizmente não me convenceu. Hoje trago essa trágica notícia logo no início da resenha, recebi a HQ “O Idiota” como parceiro de ação da Companhia das Letras e combinei com Cacau, eu faria resenha dela e ela do livro, tendo assim a resenha dupla.

Antes de mais nada não li o livro, somente a HQ e a impressão que tive dos personagens foram bem diferentes, bom, por ser um quadrinho quase sem falas, a primeira coisa que me incomodou foi a semelhança dos personagens, o que no início causa bastante desconforto, e me fez voltar várias vezes na descrição para saber quem era quem.

Bom, aí vem o problema da descrição de alguns personagens, o quadrinhista nos apresenta a somente 6 personagens, quanto na história tem alguns outros que não fomos apresentados. E pra piorar os que nos são apresentados tiveram a descrição bem confusa. O autor da HQ pressupõe que o seu leitor leu o livro original.

Conta-se a história Michkin que viveu sua infância/adolescência internado em um sanatório para curar sua Epilepsia, após a morte de seu tutor saí atrás de sua única parente viva. (Que na questão não sabe nem da sua existência). O personagem principal é super delicado e todos gostam dele, e se apaixona por Nastácia Flíppovna.

O que vemos desde o início é que todos os homens dessa história amam esta garota, e pra mim não deveria chamar o Idiota, e sim os Idiotas por que ela faz todos de besta. A dita cuja quer todos aos seus pés, fica com todos, e quando vê que eles arrumam outra e se casam, a danada volta, faz o cara abandonar a mulher e depois o abandona. Sério ela faz isso o tempo todo.

Bom pela HQ, não consegui ter empatia nenhuma por ela, o que no caso, me disseram que pelo livro ela é admirável, e é assim por seu passado ruim. Eu entendo que o passado dela a moldou, mas ela teve chance de fugir do mesmo, recomeçar, mas preferiu continuar sendo sacana. Então tá né.

O que posso dizer que amoooo HQs, e o traçado do André Diniz está lindo, uma pena não ter gostado da história, mas acredito que não deveria gostar do clássico também, e que não é culpa da HQ.

Pra quem gosta de HQ vale a pena a conferir, ainda mais por ser sem falas, nos leva a analisar melhor o desenho, e isso foi bem legal para o quadrinho, infelizmente não para a história.

Bjus, até a próxima.

Autores Parceiros: Ricardo Mesquita, Stephanie Grünheidt Clóvis M. Fajardo


Fala marujos, hoje mais novos membros da tripulação do Âncora Literária, três autores novos que vão embarcar com a gente e nos guiar por várias histórias, prontos para conhecê-los?


Ricardo Mesquita: é formado em Direito, mas foi como romancista que encontrou sua verdadeira vocação. Ele busca levar suas histórias fantásticas para as vidas das pessoas, acreditando que a imaginação pode inspirá-las a lutar por um mundo melhor e motivá-las a ser realmente extraordinárias. Foi como um sonho que tudo começou.

Um homem sem lembranças concretas de si mesmo e de seu passado acorda num casulo gelatinoso de cor âmbar. Ao mesmo tempo que tenta sobreviver num mundo deteriorado e, aparentemente, sem ninguém, busca também por respostas sobre si mesmo e sobre o que aconteceu. Acordando sempre no primeiro raiar de sol e dormindo sempre na alvorada, Adam divide o seu dia alternando entre o “Mundo dos Casulos” e o “Mundo do Hospital”. Pouco a pouco, descobre o que de fato está acontecendo consigo e com as outras pessoas ao redor.





Stephanie Grünheidt nasceu em 1989 em São Paulo, mas cresceu e mora até hoje na Paraíba, no Brasil. No Ensino Médio ganhou a medalha de ouro na “Operação Cisne Branco” para jovens escritores concedida pela Marinha do Brasil por escrever o melhor texto no seu estado. É formada em Arquitetura pela Universidade Federal da Paraíba. Stephanie é muito alegre, gosta de sorrir e abraçar, de cantar, dançar, desenhar, pintar, ler, escrever (escrever muito, tem mais de quarenta diários) e a publicação deste livro é a realização de um sonho!


Não, mandá-la de volta seria o mesmo que tê-la deixado morrer e portanto a única solução, não sei dizer se feliz ou infelizmente, era levá-la comigo.Enquanto eu fazia essas reflexões, a Princesa e o tigre me observavam em silêncio, silêncio que eu quebrei dizendo:- Muito bem! Você irá me acompanhar em minha jornada.
- E claro que eu vou - ela disse- quem disse que eu não ia?
Eu suspirei, por um momento eu havia esquecido o quanto ela era difícil de lidar.





Ao 31 anos, Clóvis M. Fajardo é formado em Letras e trabalha em Praia Grande como professor de Língua Portuguesa na rede pública. Foi premiado nas duas primeiras edições do Concurso Literário de Praia Grande, em 2015 e 2016. Publicou o livro de contos Êxodo – A Saga do Ouro Azul (Autografia, 2015), também sobre um futuro sem água. Tem ainda contos publicados na ‘Antologia Sombria’ (Empíreo, 2017), organizado pelo escritor André Vianco, e nas coletâneas ‘Sede: contos distópicos sobre um futuro sem água’ (Andross, 2015) e ‘Outrora – contos distópicos’ (Andross, 2015).
“Não importa o que aconteça, sempre lute pelo o que acredita”.O ano é 2065. A guerra pela água chegou ao extremo, atingindo as últimas fontes de água do Brasil, deixando o país em ruínas. Ester cresceu na Serra da Cantareira, uma imensidão desértica longe de qualquer resquício de civilização, mas nada a incomoda mais do quê ver as mulheres de sua tribo sofrendo. Sem pensar duas vezes, ela embarca em uma perigosa jornada em direção às Ruínas de São Paulo, enfrentando uma estrutura patriarcal na esperança de mudar o destino, cada vez mais decadente, do Povo da Areia.Em meio ao caos urbano, Ester precisa vencer os traumas que ainda a abalam para lutar contra os Filhos da Seca, uma tribo rival, muito bem organizada, comandada por um misterioso ditador mascarado que controla boa parte da cidade de São Paulo, e assim salvar as pessoas que ama de um confronto que mudará o destino de todos. Com ritmo arrasador, ação constante e um drama familiar inesquecível, Guerra Azul é uma aventura grandiosa ambientada em futuro distópico onde a água é tão rara quanto os seres humanos.
Logo mais voltarei com respectivas resenhas. Acompanhem.
Bjus até a próxima.


Um estudo em vermelho


"Publicado originalmente em 1887, Um estudo em vermelho chegou a ser considerado uma espécie de "livro do Gênesis" para os casos de Sherlock Holmes, pois marca não só a primeira aparição pública do detetive mais popular da literatura universal como o primeiro encontro entre Holmes e Watson. Ao buscar conhecer melhor seu novo amigo, em pouco tempo Watson vê-se envolvido numa história sinistra de vingança e assassinato...Essa Edição Bolso de Luxo traz texto integral e cerca de 30 ilustrações originais."



Título: Um estudo em vermelho
Autor: Arthur Conan Doyle
Ano de lançamento: 1984
Ano da edição: 2013
Editora: Zahar
Número de páginas: 192
Compre:  SaraivaAmazon




     Crítica: Olá gente bonita!!! Hoje eu vim falar de um projeto que participei criado pela Duda do canal Bookadict (se você não conhece este canal está perdendo tempo), nesse projeto nós lemos todo mês um livro do Sherlock Holmes em ordem cronológica, incluindo os livros de contos que foram divididos de uma forma um pouco diferente. No primeiro mês o livro lido foi Um estudo em vermelho, e mesmo hoje, quase finalizando o projeto (atrasada porque o projeto mesmo já acabou há dois meses, mas um dia chego lá) esse é a minha história favorita do Sherlock.
    Nesse livro entendemos como o Dr Watson e Sherlock Holmes se conheceram, como eles dois começaram a dividir um apartamento e se tornaram amigos. Dr Watson é um médico que foi enviado ao Afeganistão para participar da guerra, mas no início do livro ele está de volta a Londres, vivendo de uma pensão muito baixa pois voltou da guerra ferido. Por isso um amigo o apresenta a Holmes que é um pseudo-químico e que também, por não possuir muito dinheiro, está procurando alguém para dividir um apartamento. Os dois então decidem morar juntos, mas desde o início Watson já está intrigado com a personalidade do novo colega, pois apenas de olhá-lo o mesmo já sabia que ele tinha acabado de voltar do Afeganistão, como isso era possível?
     Após um tempo morando juntos, Watson começa a ficar curioso sobre qual seria a profissão de Holmes, pois, ele possuía conhecimentos profundos sobre determinadas áreas que ele não conseguia entender para que serviam, por exemplo, ele conhecia todos os tipos de cinzas que cada charuto produzia. Ao fazer uma crítica sobre uma reportagem que estava lendo no jornal, Watson descobre então qual é a verdadeira profissão do colega: detetive particular, porém a maioria das vezes consultor de casos mais difíceis, onde os colegas da Scotland Yard iam pedir sua ajuda.

"Sua pessoa e aparência por sua vez, eram tais que chamavam a atenção do mais superficial observador. Tinha certamente mais de um metro e oitenta de altura, mas era tão excessivamente magro que parecia ainda mais alto."

     A partir daí temos então o desenrolar de um caso completamente estranho, um corpo é encontrado em uma casa abandonada sem nenhum tipo de ferimento, porém existe sangue espalhado por todo o local. Qual será o mistério desse caso? Aí você terá que ler para poder entender.
   O livro é dividido em duas partes, na primeira nós temos a história de Watson e Holmes e sobre a investigação do assassinato. Na segunda parte nós temos a história do assassino e tudo que levou ao crime anteriormente descrito.
     Não sei porque eu demorei tanto para ler os livros do Sherlock Holmes, a escrita é gostosa e fluida, e nem parece que foi um livro escrito a muito tempo atrás. Esse é um romance policial que te faz ficar preso do início ao fim querendo saber a solução do caso.

"A maioria das pessoas se você lhes descreve uma série de eventos lhe dirá qual seria o resultado. Elas podem associar esses eventos em suas mentes, e afirmar a partir deles que alguma coisa virá a acontecer. Um pequeno número de pessoas, contudo, se você lhes conta um resultado, serão capazes de derivar de sua própria reflexão os passos que conduziram a ele. É essa capacidade que me refiro quando falo de raciocinar de trás para frente, ou analiticamente."

    Quem ficou animado e achou a ideia de ler Sherlock em ordem cronológica bem atraente, vai lá no canal da Duda, ela deixou uma playlist do projeto, agora é só você começar a leitura. Eu li o livro no Kindle, e ele está disponível gratuitamente para quem assina o Kindle Unlimited, então não tem desculpa, é só correr lá e ler. 
     Beijos e até a próxima resenha....